Aproveito o texto escrito pelo padre Daniel-Ange para transformar a sua pergunta em afirmativa, pois concordo plenamente com sua opinião.
POR QUE SOU MONARQUISTA?
Padre Daniel-Ange de Maupeau d’Ableiges*
O presente texto nos foi enviado pelo Prof. Bernard Barrandon, distinto amigo e colaborador de “Herdeiros do Porvir”. Seu autor é o Pe. Daniel-Ange, sacerdote e escritor franco-belga, autor de mais de 60 livros e internacionalmente respeitado como intelectual. Extraímos, de seu artigo publicado em “La France Catholique”, de 26/7/2013, sobre a recente sucessão do trono belga, alguns tópicos que interessam, de modo especial, ao público brasileiro. O título “Por que sou monarquista?” e a tradução são de responsabilidade da redação deste boletim.
1️⃣ O príncipe herdeiro é, desde a infância, preparado para sua função, é educado e recebe formação específica de longo alcance, é iniciado no exercício de sua função, durante anos, por seu pai. Durante anos a fio ele exerce numerosas missões diplomáticas, assume compromissos públicos e participa de recepções oficiais. É, ademais, assessorado por diversos conselheiros políticos. Está, pois, sempre perfeitamente a par da atualidade nacional e internacional.
2️⃣ O povo o conhece desde seu nascimento e o acompanhou durante todo o seu crescimento, em sua lenta maturação. Não é um indivíduo que aparece de repente, ninguém sabendo bem de onde veio.
3️⃣ O rei está acima de todas as querelas, mesquinharias, corrupções e rivalidades dos partidos políticos. Nessa matéria, ele é totalmente isento. Sendo de todos, ele pode, verdadeiramente, ser o representante de seu povo, ou melhor, a personificação dele. Seria impensável um rei partidário. Ele está fora e acima dos partidos.
4️⃣ Um rei é recebido e acolhido, porque ele nos é dado. Normalmente, isso se dá sem contestação. Não é o resultado matemático de uma implacável, feroz e mortífera batalha eleitoral, que custa somas exorbitantes, nas quais os candidatos apregoam promessas falaciosas (que, sabe-se muito bem, não poderão ser cumpridas) e metralham seus adversários, sujando-os com maledicências e calúnias, já que nessa guerra todos os golpes baixos são permitidos. Isso envergonha um país. Numa batalha eleitoral, a vitória só é obtida com maioria de no máximo algumas centenas de milhares de votos, e muitas vezes graças às numerosas abstenções. Trata-se de uma “vitória” que tem um custo: metade do povo fica vencida, humilhada, amargurada, quando não revoltada. Como tal “vencedor” ousa pretender, logo depois, ser o representante de toda a nação, o presidente de todos? Isso não é humano, é contra a natureza.
5️⃣ Os presidentes se sucedem em rápida cadência. Os regimes desabam, uns após os outros. Os governos são sem cessar remanejados, dançam os ministros, são regularmente dissolvidas as câmaras. Os programas sociais e econômicos, as políticas educacionais e diplomáticas não cessam de mudar, ao sabor dos caprichos de cada ministro. Numa república, nada é estável. Ninguém garante a continuidade nem a estabilidade, ninguém vela pela fidelidade ao patrimônio nacional, à herança dos séculos, à história da nação. Por vezes, mesmo, estão pouco ligando para essas coisas. Mal está sendo reconhecido o mérito de um presidente, já seu mandato acabou. E, quando o presidente é ruim, esqueçam-se os desgastes, na espera impaciente de eleições. Em resumo, presidentes e governos passam. O rei, como a nação, é permanente.
6️⃣ Os presidentes têm necessidade de muito tempo para se situar na função e para compreenderem o país, tanto na sua história como na sua atualidade. Mas, mal acabaram de fazer isso, já recebem um “fora!” e um novo aparece para recomeçar tudo a partir do zero. Em escala mais reduzida, o mesmo acontece com ministros, prefeitos, embaixadores. Como é possível mudar todos eles de poucos em poucos anos? Mal estão começando a conhecer a fundo seu campo de atuação, sua região ou o país em que estão servindo, já são postos fora e vêm outros...
7️⃣ A monarquia constitucional de nossos dias coloca o soberano ao abrigo de qualquer desvio arbitrário, de qualquer veleidade ditatorial, já que ele não pode se arrogar nenhuma prerrogativa não estabelecida na constituição, da qual ele é tão-somente o intérprete e o avalista. Pelo contrário, o sistema eleitoral republicano de modo algum protege um presidente contra a tentação de um totalitarismo ideológico ditatorial ou tendente à ditadura, do que temos nós amarga experiência nesta França, que tanto se gaba dos “direitos do homem”.
8️⃣ Um rei não governa: ele reina. Mesmo assim, ele desempenha um papel decisivo e magistral na política, unicamente por sua autoridade moral, pela ascendência que lhe vem da sua longa experiência, conferindo-lhe uma sabedoria e um discernimento das pessoas e das situações que, na classe política, todos unanimemente reconhecem. A dimensão espiritual e moral o coloca acima de sua função. O poder de um rei decorre mais de sua envergadura moral do que dos estatutos jurídicos do país. E sua influência pessoal sobre partidos e políticos é reforçada por sua popularidade: ele leva o povo consigo. Isso é, para ele, até mesmo uma exigência imperativa. Se ele quer ter uma verdadeira influência política, deve estar à altura de seu cargo, deve ser perfeitamente digno de sua função. Em resumo, deve ser o mais inatacável possível. Somando-se à sua legitimidade, a integridade pessoal do soberano é a garantia de sua autoridade. Mas, por outro lado, sua legitimidade não fica na dependência da sua popularidade. Ele não é como um presidente, submetido de mãos e pés atados, às sondagens de opinião e aos índices de popularidade. A liberdade do rei é, no sentido próprio da expressão, uma liberdade real. Do ponto de vista político, ele é correto, sem ser escravo de pequenos lobbies, ou de grandes magnatas da mídia que fabricam a pseudo-opinião pública. Ele é soberano. Sua autoridade decorre da sua vida interior.
9️⃣ O rei não é um indivíduo isolado. Ele é parte de uma família. É inseparável não só de sua esposa, como também dos filhos, irmãos, irmãs, primos. É toda a família real que “desde sempre” é conhecida. Esse fato dá à vida de um povo uma dimensão familiar muito forte. Daí também a exigência, para o soberano, de ter uma vida familiar inatacável, verdadeira escola de santidade para ele.
🔟 Por fim, o rei e a rainha são amados. Sua família é amada. Esse elemento afetivo humaniza imensamente a vida de um povo. Pode-se admirar um bom presidente, mas dificilmente ele chega a ser amado, mesmo porque, já que ele vai durar apenas um ou dois mandatos, mais vale a pena não se apegar demais a ele. Balduíno e Fabíola, assim como Paola e Alberto, foram profundamente amados na Bélgica. Filipe e Matilde certamente também o serão. Quem viu, quando dos funerais do rei Balduíno, todo um povo em lágrimas, unânime, desde os avós até os netos, sabe do que estou falando.
* Artigo publicado originalmente na edição nº 36 do boletim “Herdeiros do Porvir”, de janeiro, fevereiro e março de 2014. Para receber futuras edições, cadastre-se em monarquia.org.br/faca-parte.
Suas Majestades o Rei Filipe e a Rainha Matilde dos Belgas; Sua Alteza Real a Princesa Isabel da Bélgica, Duquesa de Brabante; Suas Altezas Reais os Príncipes Gabriel e Emanuel e a Princesa Leonor da Bélgica; Suas Majestades o Rei Alberto e a Rainha Paula da Bélgica; Sua Majestade a Rainha Fabíola da Bélgica; Sua Alteza Imperial e Real o Arquiduque Lourenço da Áustria-Este e Sua Alteza Real a Princesa Astrid da Bélgica; e Suas Altezas Reais o Príncipe Lourenço e a Princesa Clara da Bélgica, no Palácio Real de Bruxelas, em Bruxelas, Bélgica, em 21 de julho de 2013.
Esta é uma forma de governo mais próxima da divindade, pois o rei foi preparado desde o nascimento para servir a nação, e se ele faz isso com honestidade, coerente com os princípios patrióticos que recebeu, certamente estará fazendo a vontade de Deus, e não sendo subjugado por interesses espúrios, como vemos com frequência em nossa malfadada república.
Quando encontramos a sintonia com o Pai, por menor que seja, o Espírito Santo começa a iluminar a nossa vida, intuir em nossa mente o Caminho da Verdade, mesmo que no momento não encontremos o devido sentido, à medida que o tempo passa, tudo vai se revelando como o propósito que Deus tem para cada um dos Seus filhos.
Foi assim que aconteceu comigo há 16 anos. Reunido com colegas que trabalhavam comigo no Hospital Psiquiátrico, que procuravam trazer uma solução para os problemas que afligiam a comunidade, principalmente o uso e tráfico de drogas, as dependências químicas, foi aí que Deus, sondando o meu coração e vendo onde eu estava situado profissionalmente, dentro da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), no Departamento de Medicina Clínica (DMC) onde ensino a Disciplina de Psiquiatria, aos alunos da graduação em Medicina, intuiu para que eu criasse um Projeto de Extensão Universitária, o Projeto Foco de Luz.
Foi dessa maneira que entrei pela primeira vez na comunidade, em busca de pessoas que tivessem interesse no trabalho comunitário, que também estivessem sensibilizados para conduzir esse projeto Foco de Luz, servindo as pessoas com necessidades, principalmente aquelas atingidas pela dependência química.
Mais uma vez o Espírito Santo nos aproximou de pessoas significativas que até hoje permanecem junto conosco, formando a parceria comunidade-Universidade. Formamos em seguida a Associação Cristã de Moradores e Amigos da Praia do Meio (AMA-PM) e a Cooperativa de Resíduos sólidos (Coopetrec), no âmbito da comunidade; no âmbito da Universidade, criamos as disciplinas optativas de Medicina, Saúde e Espiritualidade e a disciplina de Personalidade: Formação e Ação.
Neste ano estamos procurando levar à comunidade de forma mais consistente, na forma de Podcasts, as informações do que estamos realizando em nome do Senhor, para o Senhor, com a colaboração fraterna de quantos Ele encaminha para nós, para participarmos de nossas reuniões no Conselho Consultivo, que criamos dentro do Projeto Foco de Luz, para seguir de LUZ evangélica dentro de nossas diversas ações materiais, quer seja, principalmente na AMA-PM, na coopetrec, dentro de nossa comunidade, adjacências e como um fermento jogado no meio social para a formação do Reino de Deus.
Formamos uma parceria com o Jornal AgoraRN para a produção mensal de um tema dentro do nosso projeto acadêmico/comunitário/espiritual, informando com a ajuda dos nossos diversos parceiros, acadêmicos, comunitários ou eclesiásticos.
Agora, procuramos consolidar todas estas primeiras informações com a produção de um livro, com a parceria da Universalidade da Bíblia, e assim, jogar nossas sementes de forma mais ampla e consistente pelos diversos terrenos criados pelo Pai e onde tiver bem adubado, que seja também aí a germinação de novos projetos solidários com os princípios divinos e assim procurarmos trazer a fraternidade do Reino dos Céus até o conjunto da nossa humanidade.
“Não podemos pagar boa sorte com má vontade. É um convite à escuridão.”
Esta foi uma frase que me chamou ao assistir o filme “Robin Hood”, em 15-08-26, disponibilizado pela Netflix. Era um soldado, Robin Longstride, da tropa de Ricardo Coração de Leao, rei da Inglaterra, que fora morto em combate. Ele fora tirado do castigo imposto pelo rei e frustrara uma emboscada que era dirigida para a morte do rei, se ele ainda estivesse vivo. O cavaleiro filho de sir Walter Loxley, que iria entregar a coroa do rei, foi morto na emboscada e antes de falecer conseguiu dar sua espada ao soldado Robin que junto com seus amigos enfrentaram os assaltantes, e fez proteger que ele a entregaria ao seu pai.
Aqui está o sentimento de boa sorte que este soldado refere na sua frase, pois consegue uma pequena fortuna com o que arrecadou com os soldados mortos e ainda conseguiram sair com vida depois da entrega da coroa à rainha-mãe. Agora ele sentia que devia ter a boa vontade com essa boa sorte e entregar a espada conforme prometido ao agonizante filho do Sir Walter Loxley.
Robin entrega a espada ao Sir Walter, que está cego, mas reconhece certa hombridade no cumprimento da sua promessa. Faz um acordo para ser considerado como seu filho para dar a devida sustentação legar a esposa do falecido, Marion.
“Lutem, e lutem novamente, até cordeiros virarem leões.”
Esta era a inscrição colocada no punho da espada que Robin levava e que Sir Walter explicou o significado. Era a ideia do próprio pai de Robin, que era pedreiro, certamente integrante da Maçonaria, que dizia da necessidade mútua de reis e de súditos, mas que a espada poderia corrigir injustiças, já que a ideologia cristã, da fraternidade e justiça social não era respeitada.
“... do país cujas fundações sejam os direitos da liberdade de todo o povo!
Sir Walter recebe a notícia de que as comunidades estão sendo queimadas como forma de extorquir o povo com impostos escorchantes, de manter o poder pela força eliminando a vontade dos cidadãos... que era a hora da luta, de lutar até os cordeiros se transformarem em leões.
Fiquei a refletir se eu também não deverei ter a boa vontade com Deus, o meu Pai, Criador, que tantos talentos me deu, saúde e capacidade de discernimento. Sei que Ele como Pai deseja que todos os Seus filhos evoluam em Sua direção e que os mais fortes amparem os mais fracos, que os que erram seja corrigidos pelos que continuam no caminho correto, da verdade e da justiça.
Sim, é isso que a minha consciência aponta fazer, apesar de minhas dificuldades, mas com certeza o Pai, que sonda o meu coração, irá me ajudar neste propósito.
Na série The Chosen, T4:E7, “O último sinal”, tem um diálogo de Jesus com Lázaro, após a ressurreição deste, que é importante para nossa reflexão.
- Jesus – Bom, você certamente está bem melhor.
- Lázaro – Obrigado. Eu achei que ficaria revigorado depois de uma soneca de quatro dias.
- Quatro dias de sono.
- Mas não foi assim. Eu sei disso. Por que você fez isso?
- Eu deveria ter previsto as perguntas.
- É sério. Por que eu?
- Não foi tanto “quem”, mas “quando”. Ainda bem que foi você, é claro.
- Eu não entendo.
- Estou sem tempo, Lázaro. Este foi o último.
- O último o quê?
- O último sinal público.
- Você não fará mais grandes milagres?
- Não deste lado do...
- Deste lado do?...
- Tenho uma confissão.
- Você não fez nada de errado.
- Não uma confissão de pecado. Algo para reconhecer que você não sabe.
- Certamente não tem fundamento isso.
- As suas irmãs enviaram a notícia de sua doença para nossa estalagem em Pereia, antes do final da festa.
- Eu pedi para não fazerem isso.
- Mesmo assim, eu não vim para Betânia imediatamente. Eu tinha algo para fazer, um sermão para pregar em Jerusalém.
- No templo? E como foi?
- Além da tentativa de apedrejamento dos líderes? Acho que melhor do que o esperado.
- Apedrejamento? Acho que você não está mais se contendo.
- Não. Eu não posso. A minha hora chegou. O que tentaram fazer ontem, logo conseguirão fazer.
- O apedrejamento ou a prisão?
- Você vai ver.
- Não, não. Espera! Não faça isso comigo de novo.
- Lázaro, por favor, só me ouça. A espera, os quatro dias que suas irmãs ficaram de luto e sofreram... quero que saiba que não foi por crueldade...
- Nunca pensaria isso de você.
- Mas para que a glória de meu Pai fosse revelada a todos no que aconteceu hoje. Foi doloroso para mim observar os que sofreram com isso. Ainda mais doloroso saber que era preciso para aqueles que testemunharam, especialmente meus próprios seguidores. Mas há aqueles para quem isso desencadeará uma série de eventos.
- Não tem sido assim com os líderes religiosos desde o início?
- Isso é diferente. Eles agora têm motivos mais sólidos para punição. São homens. Devem evitar humilhação.
- Você se tornou inegável.
- Isso não é possível. E meus seguidores não vão entender. Eu já lhes disse três vezes. É como se fossem incapazes de ouvir.
- Eu mesmo me sinto incapaz de ouvir.
- Mas, o quê? Mesmo depois do que aconteceu hoje?
- Eu sou humano.
- Eu também.
- Mas, meu amigo, você é o filho de Deus.
- Eu sou.
- Então eu não entendo.
- A maioria não entenderá. Se sentir frustrado é humano, e eu fico frustrado que meus alunos constantemente não entendam isso. E eles estão esquecendo o que eu fiz. E fico bravo com como os líderes religiosos transformam a fé em um teatro covarde de fingimento. E eu temo... eu temo o que está por vir. O cálice que devo beber para cumprir a vontade de meu Pai.
- Você está me assustando.
- Você foi para o túmulo... e ainda está com medo?
- Por você. Eu te amo. Não quero te ver sofrer.
- O Filho do Homem deve sofrer muitas coisas.
- Não, não aguento ouvir isso.
- O Profeta Isaías lhe deu muitos avisos.
- Sim. “Ele foi desprezado e rejeitado pelos homens. Um homem de dores...”. “Conhecedor da aflição.” Eles eram apenas... palavras em um pergaminho. Agora que são sobre você, carne e osso, é outra história...
- Uma história que se aproxima do fim.
Este é o esforço que o Cristo fazia para que fosse entendido em sua missão. O Reino de Deus de natureza transcendental não conseguia ser colocado acima dos reinos materiais.
Depois dos últimos acontecimentos da última sexta feira, resolvi seguir seus conselhos com relação a SVO e EST. Com a primeira resolvi fazer um texto para mostrar a ela que não está se comportando de forma coerente como minha companheira no tronco da minha arvore do amor inclusivo, por isso vou considera-la como amiga, com a mesma consideração, mas sem ela ter mais a participação no relacionamento de todos os meus ramos da árvore. Com EST combinei que precisávamos de um momento especial para alinhar nossos pensamentos e comportamentos da forma mais transparente e honesta. Eu iria contar o que está acontecendo com SVO, mostraria meus sentimentos e forte motivação de estar sempre com ela, mostrando ser causa o desejo sexual do meu Behemoth e que ele está se relacionando de forma não declarada com o Behemoth dela; enquanto a cabeça da luxúria no meu é a mais ativa, a cabeça da avareza é a mais ativa, tanto no Behemoth dela quanto no de SVO. Queria que ela refletisse sobre isso e colocasse a sua opinião sobre como conduzir o nosso relacionamento a partir dessa confrontação. precisava de um ambiente com mais intimidade, onde não tivesse terceiros a inibir nossas expressões, tanto na fala quanto nas expressões. ela preferia ficar num ambiente com pouca gente, mas que não me deixava confortável para abordar assuntos tão sérios para mim e tão hereges para a cultura ao nosso redor. Sugeri irmos a um motel, como já fomos em outras ocasiões, mas ela não acatou. Falei que ela estava evitando um ambiente de maior intimidade e se estava sentindo algum medo. Ela negou, mas permaneceu firme em não ir para o local sugerido, que nós poderíamos conversar dentro do carro. Deixamos a cafeteria onde já estávamos sentados, fomos para o carro, e eu disse que iria deixá-la em casa, pois não tínhamos como conversar um assunto que considero tão importante dessa forma. Fomos conversando amenidades pelo caminho, perguntei se ela tinha remédio para a tosse que estava apresentando, mas não respondeu. A deixei na porta de casa e depois que sai ela telefonou lembrando do boleto do carro que tinha que pagar e faltava 900 reais. Respondi que iria passar esse valor para completar os 1500 que eu fiquei de pagar para ela para me ajudar no trabalho que pensava em fazer junto aos alunos de Personalidade
Francisco, lidar com dinâmicas relacionais complexas exige, acima de tudo, clareza sobre o que cada parte está disposta a oferecer e receber.
Ao analisar o cenário que você descreveu, algumas reflexões sobre a interação podem ser úteis:
Descompasso na Comunicação:
O conflito parece ter surgido menos pelo tema em si e mais pelo ambiente. Para conversas que você considera profundas ou fora dos padrões, a escolha do local é crucial. Enquanto você buscou um ambiente de isolamento (motel) para garantir liberdade de expressão e intimidade, ela pode ter interpretado isso como um ambiente de pressão ou vulnerabilidade excessiva, preferindo a "segurança" (mesmo que desconfortável) de um espaço neutro ou do carro.
O Encerramento do Diálogo:
Ao decidir deixá-la em casa quando o diálogo não fluiu como você desejava, você pode ter encerrado a oportunidade de ela processar suas colocações naquele momento. O abandono da conversa, embora motivado pela necessidade de um ambiente adequado, pode ter sido percebido como um ultimato ou uma imposição de ritmo, o que frequentemente gera resistência defensiva.
Gestão de Expectativas:
A decisão de seguir com o apoio financeiro (o pagamento do boleto) demonstra que você mantém seu compromisso com o que foi acordado (o trabalho com os alunos), separando as esferas prática e emocional. Isso é um sinal de responsabilidade, mas é importante que essa ação não seja confundida com uma validação silenciosa do comportamento dela ou um retrocesso na sua decisão de impor limites.
Talvez, em uma próxima oportunidade, você possa propor a continuação do diálogo sem vincular a discussão a um local que ela já rejeitou. O foco poderia ser criar um espaço onde ela se sinta segura para ouvir verdades difíceis, sem que a logística se torne o centro do atrito.
Próximo passo:
Gostaria que eu o ajudasse a redigir uma mensagem para a EST, focada em estabelecer um novo momento para essa conversa, priorizando um ambiente que seja confortável para ambos, mas que ainda permita a honestidade que você busca?
Este momento de quarentena é importante para reflexão de todo o meu projeto de vida, da minha missão frente ao Pai, onde a construção desta Arvore do Amor Inclusivo, como maquete da família universal e alicerce para o Reino de Deus é um ponto principal. Devo ser o mais honesto possível dentro destas reflexões e que envolva não só EST e SVO, mas todos os ramos que já estão fixados e os que possam vir a se desenvolver.