Meu Diário
26/01/2021 00h20
CIRCULO DO MAL DE HITLER (55) – TENSÃO SOBRE HESS

            Interessante procurar saber como o mal pode se desenvolver e ameaçar todos os países do mundo. O que se passou na Alemanha Nazista sob o comando de Hitler e seus asseclas, abordado pela Netflix em uma série sob o título “Hitler’s circle of evil” serve como um bom campo para nossas reflexões.

            LV

Após anos de firme devoção por parte dos bajuladores de Hitler, Hess se sente o menos capaz de influenciar os eventos futuros. Ele não convence mais Hitler, coisa que fazia antigamente, e isso é uma queda de prestígio que ele sente de forma pessoal. E apesar de os dois terem muito em comum, as obsessões de Hess estão começando a irritar Hitler.

Hess é um homem bem estranho. Quando visita Hitler no Berghof, ele leva sua própria comida, coisa que Hitler abomina. É muita falta de educação.

Se Hess está começando a ficar paranoico, não é sem motivo. Até sua própria equipe está tramando contra ele. Seis anos antes, Martin Bormann, um administrador de bastidores no Partido Nazista, impressionou Hess com sua eficiência discreta, nomeando-o para seu gabinete pessoal. Mas, desde então, o cruelmente ambicioso Bormann se aproximou cada vez mais de Hitler e nunca perde uma chance de minar Hess.

Para um maquinador como Bormann, seu chefe é um alvo fácil, pois está ficando obcecado por pseudociências como astrologia e horóscopo. Ele é do tipo que tem muito dinheiro e tempo livre e não sabe o que fazer. Sempre teve interesse pelo ocultismo, o que chamamos de “esotérico”. Ele se interessava por magia negra, astrologia, adivinhação, pêndulos e telecinese. 

Não admira a própria equipe ridicularizar o vice do Führer pelas costas. Uma vez, um assistente entrou no escritório dele e viu o homem do alto escalão do partido tentando usar o controle da mente sobre uma cadeira.

Francamente, quem acha que pode impedir uma cadeira de cair só com o pensamento, claramente não é uma pessoa muito estável. 

A insegurança de Hess aumenta ao descobrir que líderes do partido nazista foram convocados a uma reunião crucial na Chancelaria do Reich para planejar a invasão da Polônia, e ele não foi convidado. Sem dúvida, foi uma decepção para ele.

“Onde foi que errei? O que fazer para reconquistar meu lugar? Por que fui deixado de lado?”, Hess fica a pensar. Ele não é um político astuto e está cercado por homens tipo Göring e Himmler que são bem muito espertos.

Apesar de sua excentricidade, Hess tem razão em se preocupar com uma guerra total na Europa. E ele não é o único. 

Com os preparativos para invadir a Polônia, Hermann Göring também está apreensivo. Ele sabe que Hitler está de olho na Rússia comunista e que a Polônia é só um trampolim para o prêmio principal.

Göring tem contatos na Grã-Bretanha e acredita, bem mais que Hitler, que uma invasão no Oriente levará à entrada do Reino Unido na guerra, mergulhando a Alemanha em uma guerra de duas frentes, oriente e ocidente, e ela provavelmente não venceria essa guerra. Por isso ele está tão hesitante em 1939.

Hitler acha que a Grã-Bretanha está blefando, que não ajudará a Polônia. Göring teme que o Führer esteja errado quanto a Londres, mas não tem como fazê-lo mudar de ideia. Então ele faz um recuo tático. Vai para o seu estado, distanciando-se da decisão, caso dê errado, mas também foi para não prejudicar sua relação com Hitler, para não ser uma chateação para o Führer.

Dentro de um círculo onde a pressão cruel é grande pelo alcance de poder, quanto mais melhor, as pessoas frágeis tendem a sucumbir. Isso é o que acontece com Hess. Apesar de inteligente e ter uma boa percepção do que está acontecendo e das consequências de atos bélicos, não tem a malícia suficiente para impor o seu ponto de vista, mesmo porque se sente sozinho e alvo de muitas manobras para desestabilizá-lo, principalmente de Bormann, que até recentemente era seu subordinado e agora conquistou uma posição privilegiada junto ao Führer. Com tal pressão, a busca de uma solução, a inteligência termina escorregando nos labirintos da realidade. Enquanto seu chefe usa de todos os ardis de falsas narrativas para a conquista do continente, ele procura uma forma de salvar a pátria, sua autoridade e, talvez, sua sanidade mental. 


Publicado por Sióstio de Lapa em 26/01/2021 às 00h20
 
25/01/2021 00h20
CIRCULO DO MAL DE HITLER (54) – CONVIVENDO COM A MENTIRA

            Interessante procurar saber como o mal pode se desenvolver e ameaçar todos os países do mundo. O que se passou na Alemanha Nazista sob o comando de Hitler e seus asseclas, abordado pela Netflix em uma série sob o título “Hitler’s circle of evil” serve como um bom campo para nossas reflexões.

            LIV

28 DE ABRIL DE 1939 – BERLIM

O alto escalão do Partido Nazista toma seu lugar no Reichstag. Entre eles, o comandante Hermann Göring e o leal partidário Rudolf Hess.

Göring está bem-conceituado aos olhos de Hitler após a tomada militar da Áustria e Tchecoslováquia sem nenhum tiro disparado. Mas Hess, apesar de ter o título de vice do Führer, não está contente. Eles souberam que o Führer falaria ao povo alemão e sabem que a sorte depende dos planos dele.

Hitler está quase no apogeu do seu poder. Ele está no controle. A atmosfera é eletrizante. As grandes figuras do círculo íntimo estão sentadas no Reichstag, aguardando-o fazer o discurso mais importante de todos. Hitler diz que só quer paz. Zombando dos britânicos e americanos por exigirem garantias de que a Alemanha não invadirá seus vizinhos. Ele lê uma longa lista de países sobre os quais o Reich não tem intenções hostis. Suíça, Liechtenstein, Luxemburgo, Polônia, Hungria, Romênia, Iugoslávia, Rússia, Bulgária, Turquia, Iraque, Arábia, Síria, Palestina, Egito e Irã.

Mas ele diz que o Reich tem interesses legítimos e exigências, inclusive a devolução do território alemão na Polônia à terra natal.

“Nós tomaremos nossas decisões, nós faremos o nosso destino.” É esse tipo de discurso que fica bem na frente de deputados nazistas, que eram os nazistas mais vibrantes e adoradores que se podia ter.

Contudo, o governo alemão está disposto. Hitler afirma que a Alemanha é a vítima inocente de agressão estrangeira, principalmente na Polônia.

O discurso é essencialmente um apelo entusiasmado ao povo alemão. Eles vão se impor. Se causar uma guerra, que seja, mas é o direito deles. Palavras poderosas, bobagens, mas poderosas.

Nem todos concordam com a visão de Hitler. O velho herói de guerra teme que seu Führer esteja exagerando, mas é Rudolph Hess quem tem um grande mau presságio. Hess é anglófilo, ele entende a força da Grã-Bretanha, principalmente, mas também da França e dos Estados Unidos, e ele tem ressalvas sobre o quanto a Alemanha deveria enfrentar a Polônia naquele momento.

Hess conhece bem Hitler e sabe que, apesar do Führer falar de paz, está se preparando para a guerra. Ele pensou que as coisas estavam perdendo o rumo. Acabariam lutando a guerra errada. Em vez de confrontarem a Polônia e a União Soviética, acabariam lutando contra a França e Grã-Bretanha. É a guerra errada.

No passado, Hess era o confidente mais íntimo de Hitler. Ele dizia que o partido era Hitler. Que Hitler era a Alemanha e a Alemanha era Hitler. Seu comprometimento com Hitler é fanático.

Um mentiroso doméstico já faz muito mal, imagine agora um mentiroso de projeção pública, um chefe de Estado. Os danos são muito mais severos. Foi isso que aconteceu com a Alemanha. Deixou se envolver por tamanhas mentiras, que eram jogadas goelas abaixo dos cidadãos, pois não tinham outra fonte de informações como nó temos hoje a internet. E isso é o que nos salva aqui no Brasil, pois somos também bombardeados pela mídia, mal-acostumada com o pai da mentira brasileiro e somente temos a informação da verdade pelas mídias sociais. 

Observemos essa mensagem que Hitler passa na casa dos representantes do povo. Muitos sabem que é mentira, mas temem contestar e serem arrasados publicamente. Muito parecido com o império da mentira construído no Brasil e que impera até hoje nos subterfúgios das falsas narrativas. 


Publicado por Sióstio de Lapa em 25/01/2021 às 00h20
 
24/01/2021 00h20
CIRCULO DO MAL DE HITLER (53) – PRESENTES PARA O FÜHRER

            Interessante procurar saber como o mal pode se desenvolver e ameaçar todos os países do mundo. O que se passou na Alemanha Nazista sob o comando de Hitler e seus asseclas, abordado pela Netflix em uma série sob o título “Hitler’s circle of evil” serve como um bom campo para nossas reflexões.

            LIII

Em 20 de abril de 1939, é o aniversário de 50 anos de Hitler. Tudo está de acordo com o planejado. Áustria e Tchecoslováquia foram incorporadas à nova Alemanha sem derramamento de sangue. 

O Führer reina supremo e o Grupo de Berghof está em clima de festa. Os líderes nazistas reconhecem que é um momento crucial, quando se pode conseguir mais reconhecimento, chegar a uma posição mais forte. Mas que presente se dá ao homem que tem o maior império desde o Kaiser?

Todos esses líderes competem para dar o melhor presente ao chefão. É como aniversário de criança, cada um espera que o aniversariante lhe dê uma tapinha na cabeça caso tenha dado o melhor presente.

Cada membro do círculo de Hitler tenta superar os outros com gestos extravagantes de lealdade. Goebbels organiza o maior desfile militar desde que o Terceiro Reich chegou ao poder. Göring faz uma incrível exibição aérea com sua Luftwaffe. Speer apresenta um modelo enorme de um arco da vitória que ele quer construir em homenagem ao Führer.

É bem infantil, um tentando superar o outro. “Olha como gosto mais do Führer do que você.” Mas Bormann, previsivelmente supera todos eles. A grandes custos, ele construiu uma maravilhosa casa do chá no topo da montanha, acima do Berghof. No futuro, os Aliados a chamarão de “Ninho da Águia”. É um edifício espetacular que domina a área. É a cereja do bolo de aniversário.

O Terceiro Reich está alcançando o auge de seu poder. São tempos emocionantes para o círculo de seu líder triunfante. Eles estão nos planaltos ensolarados e enxergam o futuro com confiança. Todos exceto um. 

Há um líder nazista cujo futuro não parece tão brilhante: Rudolf Hess. Ele tem sido substituído por pessoas que são melhores que ele, mais espertas, astutas, maquiavélicas, cruéis e ambiciosas. Então, o futuro não parece tão ensolarado para Hess.

Mas o vice do Führer não está pronto para desistir. Uma ideia radical está se moldando em sua cabeça. É sua forma de superar seus rivais, reconquistar Hitler e criar um pacto que permita que a Alemanha tenha domínio total sobre o continente europeu.

O plano secreto de Hess levará o episódio mais bizarro da Segunda Guerra Mundial.

Podemos observar que da mesma forma que os santos surgem de lugares humildes, como Jesus, assim pode acontecer com os demônios, como Hitler. De simples cabo, por sua oratória destilando ódio, conseguiu convergir para si pessoas com a mesma sintonia, criando o círculo do mal. Veja a que ponto chegou. Dirigente de uma nação importante, culta, como a Alemanha, cercado dos seus capangas, e usando o Estado para alcançar os seus objetivos pessoais. Muito parecido com o nosso Lula, de origem humilde, chegou a comandar nossa nação, cercado de pessoas cultas e inteligentes, mas se submeteram às iniquidades que ele promovia e que até hoje mantem os seus rabos presos numa estranha fidelidade. Mas, o grande juiz da história é o tempo, faz grande pessoas como Jesus e odiadas pelas gerações, pessoas como Hitler e Lula, quando a sua malícia se torna clara e as falsas narrativas, comandadas por Goebbels e seus pupilos menores, se dissolvem pela força da verdade.


Publicado por Sióstio de Lapa em 24/01/2021 às 00h20
 
23/01/2021 00h20
CIRCULO DO MAL DE HITLER (52) – GERANDO O ÓDIO

            Interessante procurar saber como o mal pode se desenvolver e ameaçar todos os países do mundo. O que se passou na Alemanha Nazista sob o comando de Hitler e seus asseclas, abordado pela Netflix em uma série sob o título “Hitler’s circle of evil” serve como um bom campo para nossas reflexões.

            LII

Ao longo de 1938, a disputa no grupo do Führer continua à medida que o próximo passo na dominação europeia começa a se desdobrar.

Com o sucesso da Anschluss, ficou óbvio para todos que Hitler voltaria sua atenção para a Tchecoslováquia. Uma região do Oeste, os Sudetos, abriga uma minoria considerável de falantes da língua alemã que já estão sendo mobilizados para apoiar a causa nazista. O plano de Hitler é usá-los como desculpa para invadir. Mas ele não pode entrar marchando sem justificativa. Então, mais uma vez, ele recorre a seu ministro da Propaganda, Joseph Goebbels, para elaborar um pretexto.

Isso explica o quanto Goebbels está envolvido na política estrangeira e nos objetivos ideológicos de Hitler. Se Hitler decidisse invadir a Lua, Goebbels se vestiria de astronauta. Era o tipo de pessoa que ele era. Ele estava envolvido intimamente em todas ações de Hitler, e não questionou essa última.

A máquina de propaganda de Goebbels trabalha novamente. Ele instiga divisão e ódio ao representar esses alemães como vítimas da opressão tcheca. Há chamado para que os Sudetos sejam levados à pátria de origem para restaurar a ordem. Ele inventou histórias sobre agressões contra alemães étnicos para apresentar a Alemanha como protetora deles. Então Goebbels vendeu a intervenção alemã como se fosse algo humanitário. 

Depois de reconquistar o respeito de Hitler com o sucesso da Anschluss, Göring pede precaução novamente. Seus instintos de guerreiro lhe diziam para ir em frente, tomar território, conquistar, mas ele era pragmático o bastante para entender que toda ação militar é um risco, e se você fizer a escolha errada, todo castelo de cartas pode cair. Mas novamente, Hitler ignora o conselho de Göring. O veterano de guerra não aprendeu que seu líder não muda de ideia após ter se decidido.

Em 1o. de novembro de 1938, tropas alemãs invadem os Sudetos e não param por aí. Seis meses depois, tomam outra grande parte da Tchecoslováquia. Outra jogada deu certo, e o castelo de cartas de Hitler permanece em pé. Mais uma vez Göring precisa engolir o orgulho. Foi uma decepção para ele que se achava o segundo homem mais importante da Alemanha, mas no outono de 1938 à primavera de 1939, e daí em diante, pela primeira vez, ele estava perdendo poder, não ganhando. Então, foi um golpe para Göring. Abalado, ele tem outro problema, um antigo vício volta à tona. 

Quinze anos antes, durante o golpe de Munique, Göring foi baleado e gravemente ferido. Tratado com morfina para aliviar a dor, ele se viciou nessa droga. Levou dois anos para vencer o vício. Mas agora, outro problema médico o leva a tomar morfina de novo. Ele teve graves problemas de dente que envolveram uma dolorosa cirurgia dentária. Como parte de sua recuperação, o dentista lhe deu analgésicos que continham opiáceos. Ele logo se vicia novamente e, nos anos de guerra vindouros, os rumores de seu vício em morfina arruinarão a sua carreira e sua reputação ficará balançada. Ele perde o foco do comando da Luftwaffe e é visto jogado no sofá no meio do dia, entorpecido, em uma confusão de excesso de comida, bebida e drogas.

A tática de desenvolver animosidade entre as pessoas para atingir um objetivo oculto não é recente. O que as esquerdas promoveram aqui no Brasil durante os anos que esteve no poder, foi justamente patrocinar essa animosidade entre os diversos grupos: negros x brancos, ricos x pobres, hetero x homossexuais, sindicalistas x patrões, meninos x meninas, e por aí vai. O país vivia sob frequente tensão, nas estradas com bloqueios e pneus queimados, no campo com invasões e destruição de propriedades, com a impunidade de criminosos, com arruaças e quebra-quebra nas ruas... tudo isso para deixar os cidadãos amedrontados, desarmados e procurando a defesa de um Estado que desejava apenas sugar o sangue, suor e lágrimas da nação. E quem tivesse um pensamento crítico, ou tinha o assassinato de sua reputação ou até da própria vida. Felizmente Deus interviu e colocou uma pessoa firme e honesta no comando da nação, mesmo correndo risco da própria vida, cujos mandantes do crime até hoje não foram identificados, pela cortina de fumaça gerada pelos pais das iniquidades. 


Publicado por Sióstio de Lapa em 23/01/2021 às 00h20
 
22/01/2021 00h20
CIRCULO DO MAL DE HITLER (51) – EVA ENTRA EM CENA

            Interessante procurar saber como o mal pode se desenvolver e ameaçar todos os países do mundo. O que se passou na Alemanha Nazista sob o comando de Hitler e seus asseclas, abordado pela Netflix em uma série sob o título “Hitler’s circle of evil” serve como um bom campo para nossas reflexões.

            LI

Bormann vê a relação de Speer com o Führer como ameaça a ser lidada, neutralizada. Mas há outro membro do círculo cujos laços pessoais com Hitler não há como interferir, está além do seu alcance. Essa pessoa é Eva Braun. Ela tem sido a amante de Hitler por pelo menos seis anos.

Eva tinha 17 anos quando foi apresentada ao líder de 40 anos do Partido Nazista, enquanto trabalhava como assistente do fotógrafo oficial dele. Ela era bem extrovertida. Ela gostava de se divertir, exercitar e fumar, e essas eram coisas das quais Hitler não gostava. Então, quando Eva Braun ficava sozinha no Berghof com algumas amigas íntimas, ela levava uma vida totalmente diferente de quando Hitler estava lá.

Quando Hitler estava lá, algo pelo qual ela esperava ansiosa, eles tinham momentos íntimos que ela apreciava, mas também se ressentia por não poder ser ela mesma e por Hitler escondê-la.

Eva é deixada fora de vista, um segredo guardado do povo alemão. Para a imagem de Hitler, era necessário que, assim como Elvis no seu começo, ele não tivesse uma namorada assumida, pois isso afastaria muitas fãs. E seria muitíssimo ruim para Hitler, como astro político da Alemanha, ser visto em um relacionamento amoroso, romântico ou sexual com outra mulher. Por isso Eva era mantida em segredo.

Eva Braun pode parecer uma típica garota divertida, inocente, em seus filmes caseiros, mas ela tinha uma influência singular sobre o Führer e os rivais competidores sabiam disso.

Não surpreende que Eva Braun e Martin Bormann pareciam se odiar, já que buscavam supremacia na corte hitleriana. E as esposas dos líderes nazistas também têm receio de Eva. Estão imersas em ciúmes e intrigas tanto quanto seus maridos. Mas para seus parceiros ficarem próximos de Hitler, elas devem agradar a jovem Eva, por mais torturante que seja.

Há muitas mulheres ficando em Berghof, mas a maioria despreza Eva Braun por ela não ser casada, por ser amante de Hitler e alguém que não deveria ter posição alguma. 

Uma esposa que não é vista nas filmagens de Eva é Emmy Göring, a temida parceira de Hermann. Em público, a glamorosa Emmy gosta de ser considerada primeira dama do Reich, um exemplo para as mulheres alemãs. Ela despreza Eva e acha que ela não está à altura do Führer. Também deve haver a questão da inveja, pois, por meio de sua relação com Hitler, ela está bem perto da fonte do poder disputado por seus maridos.

Até os homens tomam cuidado com Eva e tentam lisonjeá-la, de acordo com os registros em seu diário: “Goebbels me mandou um lindo colar de pérolas e escreveu: ‘O mais lindo presente que posso dar à minha honrada e querida Führer é este pequeno símbolo de meu respeito por você’.”

Mas o gesto extravagante de Goebbels para agradar a Eva Braun não dá certo. Podemos imaginar o pensamento de Eva, que pode ter se tornado explícito com as pretensas amigas: “Goebbels pesar de sua inteligência, ainda comete absurdos. Ainda não sabe que Adolf odeia pérolas e que não posso usá-las na presença dele. Ele diz que dá azar.”

O clima de desavença, de ódio disfarçado e de constante luta interna pelo poder que os homens do círculo do mal apresentam, passam inevitavelmente para suas companheiras, que terminam por bajular aquela que mais odeiam, por estar mais próxima de Hitler: Eva Braun. Por esse motivo podemos perceber que neste ninho de víboras ocorre como um fogo de monturo, queimando pelas entranhas para entronar o mais forte e destruir o mais fraco. E a população da Alemanha? Simples massa de manobra, que a falsa publicidade não deixa aparecer a verdade. Semelhança com a publicidade no Brasil?...


Publicado por Sióstio de Lapa em 22/01/2021 às 00h20



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Imagem de cabeçalho: Sergiu Bacioiu/flickr