Este convite feito a Mateus por Jesus, ecoa através dos séculos e chega até os nossos sentidos, a nossa fé racionalizada.
Por todos os recantos onde Jesus deixou o sinal de Sua passagem, houve sempre grande movimentação das pessoas no que se refere ao ato de levantar e seguir. Temos o exemplo daqueles mais próximos, como André, Tiago, João e Pedro, que deixam suas redes de pescar, de Mateus que deixa o seu balcão de impostos, dos paralíticos que retornam à saúde, se erguem e andam, de Lázaro que lhe atende o chamado e se levanta do sepulcro.
Um dos chamados mais impactantes que implicou em dolorosas peregrinações e profundos esforços da vontade, tem o de Saulo de Tarso, o perseguidor implacável dos primeiros discípulos. Este foi chamado pela voz e luz do Mestre divino às portas de Damasco, quando ele caiu do cavalo e se levantou para seguir o convite feito pelo Cristo. Obedeceu com honestidade e sofreu acoites e desconfianças de todos com os quais convivia e com os que passou a conviver. A sua conversão implicou na mudança do seu nome de Saulo para Paulo e a sua firmeza no seguimento da nova fé, levou-o à decapitação, mas também e levantar igrejas pelo mundo.
Chegamos agora ao nosso século 21, onde o Evangelho do Cristo está disseminado pelo mundo, com bilhões de cristãos que “ouviram” o mesmo chamado, que querem se levantar e praticar o que foi ensinado, mas que continuamos cercados e infiltrados pelas influências do mal que desejam destruir o futuro da humanidade, que foi planejado por Deus em nossa criação, de sermos a Sua imagem e semelhança.
Hoje, nós, discípulos do Evangelho do Cristo, devemos seguir o exemplo dos primeiros apóstolos, acordar da noite das ilusões terrestres, nos erguermos para o serviço da redenção, da libertação do nosso espírito dos desejos materiais, do resgate de nossas dívidas pelo mal que causamos a alguém e do esforço pessoal para superar os desejos egoístas que emergem da nossa animalidade.
Devemos superar a lei do menor esforço que está associada à cabeça da preguiça do Beemote (monstro criado por Deus dentro de nós para proteger o nosso corpo). Muitos de nós esperam pela visita pessoal de Jesus, no conforto das poltronas acolhedoras, outros fazem preces por intermédio dos discos, das lives. Há os que desejam comprar a tranquilidade celeste com as espórtulas generosas, gratificação em dinheiro ou donativo, como também os que, sem nenhum trabalho em si próprios, aguardam intervenções sobrenaturais dos mensageiros do Cristo pelo bem-estar de suas vidas.
Tudo isso pode ser útil para a manutenção do trabalho cristão e da não proliferação do mal, mas é bem mais importante o ato de levantar-se e renovar todo o nosso estilo de vida, amando o irmão como a nós mesmo, como é a vontade do Pai.
A Associação Cristã de Moradores e Amigos da Praia do Meio (AMA-PM) corresponde ao nosso esforço coletivo (sócios, amigos e simpatizantes) de nos levantar e seguir o pedido do Cristo e assim sermos dignos do sofrimento causado aos nossos interesses corporais, materiais, em troca da pureza espiritual que iremos alcançar e ficarmos cada vez mais próximos da essência divina do nosso Pai celestial.
Segue-me!... Este é um convite de Jesus que corre durante os séculos...
Tem o exemplo de Mateus, trabalhando em seu ofício de coletor de impostos, um trabalho tão criticado e combatido pelos seus patrícios. Mas o Mestre olhou-o e viu o seu coração acima das aparências, e fez o convite: Segue-me! E ele o seguiu.
Esta é uma lição impactante para a nossa vida que geralmente está tão envolvida nos compromissos materiais para a sobrevivência do corpo que não tem tempo nem de imaginar a importância para a nossa alma de seguir por outro caminho.
Não temos agora à nossa frente a figura do Mestre, como Mateus teve na hora do convite e da sua decisão. O que nós possuímos agora é apenas o relato dito ou escrito por alguém que já o recebeu de outro alguém, que na sua origem vem dos primeiros apóstolos que conviveram e aprenderam com o Cristo.
Hoje nós precisamos de algo mais para seguir o Mestre. Mateus viu o próprio Cristo, o Seu corpo, Sua postura, a Sua voz. Nós só ouvimos ou lemos as lições que outros já aprenderam, e por isso precisamos de um intermediário e maior nível de fé para acreditar no que está sendo ensinado.
O apóstolo Tomé dá uma demonstração da falta de fé. Quando ele ouviu dos colegas que Jesus havia ressuscitado e esteve com eles, Tomé disse-lhes: “Se eu não vir a marca dos pregos em suas mãos, se eu não puser a mão no seu lado, não acreditarei”.
Oito dias depois, encontravam-se os discípulos novamente reunidos em casa, e Tomé estava com eles. Estando fechadas as portas, Jesus entrou, pôs-se no meio deles e disse: “A paz esteja convosco”. Depois disse a Tomé: “Põe o teu dedo aqui e olha as minhas mãos. Estende a tua mão e coloca-a no meu lado. E não sejas incrédulo, mas fiel”. Tomé respondeu: “Meu Senhor e meu Deus!” Jesus lhe disse: “Acreditaste porque me viste? Bem-aventurados os que creram sem terem visto!”
Este é o dilema colocado para nós: acreditar sem ver.
Isso não quer dizer que devemos acreditar em tudo que chega ao nosso campo racional. Pelo contrário, devemos usar o nosso poder cognitivo para discriminar o que seja real, desvirtualizado ou mentiroso. Podemos ser enganados por uma narrativa que se mostra verdadeira, mas a nossa racionalidade deve ficar sempre atenta para que seja capaz de discriminar no decorrer da aplicação prática do que a narrativa defende, algum fato que seja incoerente com nossos princípios, que seja capaz de destruir a verdade que a narrativa defende, e que seja tão importante que a narrativa não possa funcionar sem ela.
Dessa forma, a nossa fé deve ser construída sobre uma base racional, fé racionalizada, e que seja sempre submetida aos dados da realidade surgidas e avaliadas por nossa mente livre de cabrestos doutrinários, por teorias e conclusões coerentes com a verdade, que tenham utilidade prática para a nossa evolução material e principalmente espiritual, e levantadas de preferência por atividades científicas livres de quaisquer vieses individuais, ideológicos ou corporativos.
Hoje completo 73 voltas ao redor do sol. Setenta e três anos que administro este corpo que Deus me permitiu habitar. Inicialmente fiquei identificado totalmente com ele, por falha na minha educação, tanto familiar quanto formal, que não consideravam a existência real, funcional, natural, intercambiável da dimensão espiritual com a material.
Hoje tenho melhor compreensão da Natureza, da minha origem e determinação, da missão que devo realizar conforme meu livre arbítrio e que deixa a minha vontade submetida à vontade do Pai.
Neste contexto, verifico que fiz a conversão intuitiva do progressismo material em primeiro plano para o progressismo espiritual onde se encontra o Caminho da Verdade ensinada pelo Cristo, que me desvia da morte para a Vida eterna em sintonia com o Pai.
Como sempre encontro uma conexão da numerologia com a simbologia da minha missão. Vejo que o número 73 faz alusão ao foco feminino (7) que traz forte motivação à minha personalidade e à minha essência (3) pessoal, espiritual.
Tendo o fundamento da minha missão, de iniciar na prática a formação da família universal, com prioridade, frente à família nuclear, mesmo que me sinta harmonicamente incluído tanto dentro da família nuclear quanto na sua extensão, a família ampliada. Procuro ir formando a rede da família universal principalmente com a inclusão do sexo feminino, instintivamente motivada. Isso não inclui obrigatoriamente a relação sexual, nem exclui a participação do sexo masculino.
Vou colocar aqui, nesta data significativa, o nome resumido (primeira e duas últimas letras do nome) seguido da letra M ou F entre parêntesis, referente ao sexo, obedecendo uma ordem cronológica do quanto minha memória pode resgatar.
Ivo(M), amizade desde adolescência que permanece até hoje; Ora(M), meu primo que foi peça-chave na minha educação-profissionalização, e que fez eu tira-lo da família ampliada (primo) e coloca-lo na família universal e consequentemente todos os seus familiares serem alcançados pelos benefícios diretos do meu potencial de vida; Eia(F), primeira paixão e primeira esposa, que no período de convivência com ela, com a qual construí a minha primeira família nuclear, houve a conversão do meu pensamento, do amor condicional exclusivo para o amor incondicional inclusivo; Ada(F), primeira paixão dentro do primeiro casamento, não correspondida, mas que o nexo sexual fez a inclusão na família universal; Cna(F), segunda paixão dentro do primeiro casamento e dentro do ambiente de trabalho, posto de saúde do conjunto Santa Catarina, que mesmo não havendo o sexo integral, aconteceu forte conexão corporal e espiritual; Sio(M), companheiro de trabalho e de viagens com foco no AA e UFRN; Sia(F), terceira paixão dentro do primeiro casamento, minha prima, que ocasionou a minha expulsão do primeiro casamento e em seguida a efetivação do segundo casamento; Sro(F), primeira paixão dentro do segundo casamento, minha secretária do lar, que mostrou grande dignidade moral; Mva(F), forte atração sexual que gerou filha inesperada; Eza(F), atração sexual que gerou companheirismo semanal e em viagens de atualização profissional; Sne(F), a mais espiritualizada, sofreu forte paixão por mim que a fez enfrentar preconceitos familiares, religiosos e sociais, e com persistência se credenciou para ser minha atual companheira suportando e se integrando a uma união estável dentro do amor inclusivo; Plo(M), membro da comunidade da Praia do Meio que se mostrou um digno discípulo do Cristo, sintonizado com este projeto de família universal; Nto(M), alcoólico adotado como filho espiritual, mas que se desagrega do relacionamento e fica sem conexão; Dte(F), sinal de Deus como prova entre o prazer sexual e o prazer espiritual, entre o orgasmo do sexo e o êxtase da alma; Gil(F), sinal de Deus, profissional do sexo, como prova do amor incondicional, acima do desejo sexual e também cumprindo resgate de dívida consciencial.
Esta é a minha atual rede de família universal, mesmo que todos não tenham a mesma compreensão da importância espiritual e fiquem alguns presos à ressentimentos de benefícios materiais que não foram alcançados. O objetivo de Deus com esta rede assim formada, é que todos se ajudem mutuamente, com o amor incondicional e de acordo com a vontade do nosso Pai original. A família nuclear e ampliada permanecem como a base onde estamos evoluindo materialmente, mas a base de evolução espiritual é a participação integral dentro da família universal.
Hoje, com a minha atual companheira, não temos mais a perspectiva de filhos biológicos, para compor a nossa base nuclear, mas consideramos a proximidade com algumas crianças como fihos adotivos que Deus nos dá, e principalmente aqueles cujos pais os apresentam formalmente a nós como pais secundários, padrinhos, com a alta responsabilidade material e principalmente espiritual.
Também é importante ressaltar que dentro desta família universal, não está restrito a minha responsabilidade de incluir pessoas/almas. Qualquer pessoa que foi por mim incluída tem também a mesma responsabilidade de incluir outras pessoas que sintam ser dignas dessa inclusão, procurando obedecer a vontade de Deus em primeiro plano, amar ao próximo como a si mesmo.
CONSULTAS
“E na lei nos mandou Moisés que tais mulheres sejam apedrejadas. Tu, pois, que dizes?”
(JOÃO, capítulo 8, versículo 5.)
Várias vezes o espírito de má fé cercou o Mestre, com interrogações, aguardando determinadas respostas pelas quais o ridicularizasse. A palavra dEle, porém, era sempre firme, incontestável, cheia de sabor divino.
Referimo-nos ao fato para considerar que semelhantes anotações convidam o discípulo a consultar sempre a sabedoria, o gesto e o exemplo do Mestre.
Os ensinamentos e atos de Jesus constituem lições espontâneas para todas as questões da vida, tanto para a mulher adúltera, quanto para qualquer pessoa egoísta.
O homem costuma gastar grandes patrimônios financeiros nos inquéritos da inteligência. O parecer dos profissionais do direito custa, por vezes, o preço de angustioso sacrifício.
Jesus, porém, fornece opiniões decisivas e profundas, gratuitamente. Basta que a alma procure a oração, o equilíbrio e a quietude. O Mestre falar- lhe-á na Boa Nova da Redenção.
Freqüentemente, surgem casos inesperados, problemas de solução difícil.
Em nossa Associação Cristã de Moradores e Amigos da Praia do Meio (AMA-PM) estamos organizando a festa das crianças usando sempre as lições de Jesus. Entre elas está a lição de fazermos a caridade sem exigir publicidade. Acontece que dirigimos entidades que precisam comunicar o que fazem. Então, qual seria a melhor conduta, divulgar o nome da entidade ou da pessoa que a representa? Se a pessoa divulga seu nome, se habilita a progredir materialmente, alcançando cargos públicos e assim melhor servir à comunidade; se a pessoa divulga o nome da entidade, se habilita a progredir espiritualmente, alcançando boa colocação no mundo espiritual ao lado de Deus.
O espírito de má fé não pode dominar a nossa mente e agirmos como os opositores de nosso Mestre. Devemos sempre imaginar, no santuário do nosso coração, que cada companheiro que tanto esforço faz para trazer algum benefício ao próximo esteja agindo intuído pelo Espírito Santo para melhor colheita no futuro.
Mas, se a dúvida persiste em nossa mente, se nos sentimos humilhados e desprestigiados, é hora de consultar o Senhor: “Que nos diz, Mestre sobre isso?
E a resposta não se fará esperar como divina luz no grande silêncio da alma: os humilhados serão exaltados.
UFRN/CCS/HUOL/DMC/Foco de Luz/AMA-PM/Cons. Consultivo em 20-10-25
A evolução espiritual acontece através de revelações em 3 estágios, conforme ensina a Doutrina Espírita. São estágios progressivos da lei divina para a humanidade que está mergulhada no progressismo material, em direção à morte do corpo físico. Nessa perspectiva, cada pessoa quer passar tudo o que conquistou, lícita ou ilicitamente, para os seus genes/filhos que darão continuidade ao seu corpo físico, que a qualquer momento volta a se decompor no barro de onde se originou.
O primeiro estágio dessas revelações veio através de Moisés que trouxe a Justiça e os 10 mandamentos. Depois veio Jesus que trouxe o Amor como a síntese da lei, e depois o Espiritismo que revela a Verdade, explicando e complementando os ensinamentos anteriores com base nas leis da Natureza e na vida espiritual.
Quando Jesus diz que “Há muitas moradas na casa de meu Pai”, está afirmando que a casa do Pai é o Universo, e as moradas são os mundos que circulam no espaço infinito. Comprovada a existência de outros mundos, fica a questão entre muitos, se haverá vida em outros planetas. Compreendendo Deus como a inteligência suprema e causa primeira de todas as coisas, podemos acreditar que Ele não faria nada por acaso. Como nós só acessamos cinco sentidos (tato, paladar, visão, audição e olfato), nos falta aquele para a percepção da dimensão transcendental, portanto, ficamos prejudicados para uma análise mais precisa da realidade.
A faculdade mediúnica que algumas pessoas trazem consigo, possibilita o intercâmbio entre os mundos espiritual e material. Isso supre a nossa deficiência enquanto humanidade, trazendo fatos patentes sobre a existência de vida, com inteligência racional, fora da Terra.
Não vou fazer aqui referência sobre a evolução material, o progressismo animal que visa o aprimoramento e sobrevivência do corpo, no qual estamos engajados desde o nascimento. Vou focar aqui na evolução transcendental, no progressismo espiritual, no aprimoramento ético e moral da alma.
Podemos verificar facilmente que a população do nosso planeta precisa melhorar consideravelmente no quesito “amar uns aos outros”. Porém, já fomos piores. Força da lei da evolução nos leva a um progresso intelectual e ético-moral e assim conquistaremos um nível de consciência mais elevado. Com pensamentos e sentimentos mútuos, mais elevados, conseguiremos levar o nosso planeta a um novo nível evolutivo, de planeta de provas e expiações, onde prevalece o mal, para planeta de regeneração, onde prevalece o bem. Quem não estiver em concordância com novo estágio mental, será convidado ou obrigado a habitar outros mundos, onde seu estágio vibracional/mental lhe permita permanecer com outros da mesma afinidade e evolução espiritual compatível.
A Terra corresponde a um hospital onde nosso Espírito vem para pagar com os diversos transtornos e doenças o pagamento pelos seus erros; corresponde também a uma escola onde podemos aprender os princípios éticos/morais para o aperfeiçoamento de nossas almas. Se a Terra já tem alunos com uma bagagem ético-moral mais elevada, este planeta/escola passa a ter uma nova programação, um nível mais elevado.
Por esse motivo, os alunos/espíritos que não conseguem elevar o seu nível ético/moral, terá que procurar outro mundo adequado à sua vibração.