A terceira coluna do tripé para o controle do peso corporal é o exercício físico, a atividade com gasto energético que pode eliminar os excessos alimentares adquiridos.
Caso não cometêssemos exageros alimentares e tivéssemos atividades cotidianas regulares, o peso seria mantido dentro da normalidade e o exercício físico extra ou direcionado para alguma alteração ponderal, seria desnecessário.
Acontece que quando nos interessamos por algum tipo de dieta ou de exercício físico, já estamos com alterações ponderais que precisam de correção. Aqui entra estas considerações que estamos fazendo, elaborando estes três textos.
Já abordamos nos dois primeiros textos a coluna da espiritualidade e da dieta como os principais e mais diretos. O eixo energético, de gastar energia com exercício físico, serve, no contexto da redução de peso, como um xerife comportamental.
O exercício físico é um dos pilares fundamentais para a perda de peso, agindo no aumento do gasto energético, na aceleração do metabolismo e na manutenção da massa magra.
Para que possamos usar o exercício físico como o xerife comportamental para a redução eficaz do peso corporal, é preciso que conheçamos todos os tipos de exercícios físicos recomendados e, convenientemente, com o auxílio de um profissional da área.
Conhecer os exercícios aeróbicos, como corrida, bicicleta, pular corda, como forma de queimar calorias; conhecer os exercícios de força e resistência para ganhar massa muscular e promover perda de gordura a longo prazo; saber do tempo recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) que sugere pelo menos 150 minutos de atividade moderada por semana.
Sabendo desses detalhes técnicos, podemos usar o exercício físico como xerife comportamental. A estrela que o xerife usa vai ser representada pela balança. Sempre que o peso apontar desvio da meta, com aumento do peso, principalmente, fica autorizado a execução de exercício físico correspondente.
Dessa forma é importante a aquisição de uma balança e um caderno ao lado para o registro diário da evolução ocorrida no peso. O treino da redução alimentar a cada dia (dieta), com o gerenciamento do Espírito (ver o primeiro texto) é importante para criar hábito comportamental até chegar ao nível do jejum.
Este período que estamos vivendo, pré-carnavalesco, é importante para iniciar esse hábito dietético com a supervisão espiritual, para quando chegarmos no pós-carnaval, na época da quaresma, podermos aplicar o jejum para acelerar a perda de peso.
Neste ponto, podemos fazer uma reflexão sobre o uso da energia em nossa evolução material, e principalmente espiritual.
Para quem não tem a compreensão da dimensão espiritual, todos aspectos relacionados com o peso corporal são de exclusividade da evolução material, daí, neste mundo físico que ocupamos, temporariamente, o progressismo material é prevalente e parece que só existe ele.
Aqui nós compreendemos que existe atém da dimensão material, existe a dimensão espiritual, onde a vida na realidade é procedente, onde habita a essência do Criador e para onde todas as nossas almas se dirigem após alcançar a purificação de todos os erros que cometemos na dimensão material.
Deus criou dentro dos nossos corpos uma espécie de monstro energético, o Beemote, citado no livro bíblico de Jó, cuja responsabilidade é manter a integridade e viabilidade do corpo físico ao longo do tempo.
Esse monstro energético, instintivo, o Beemote, possui sete cabeças, sendo uma delas a cabeça da Gula, responsável pelo apetite, pelo desejo de consumir alimentos e quanto mais calóricos mais desejosos. As outras cabeças que, juntas formam os sete pecados capitais, são: Orgulho, Ira, Avareza, Preguiça, Luxúria e Vaidade.
Trabalhamos com esses três textos a cabeça da Gula, mas é importante que todas as demais sejam consideradas e controladas para que o Beemote, com o egoísmo exagerado não prejudique a evolução do próximo, o nosso irmão que precisa também alcançar a sua evolução espiritual para se aproximar do Pai, como este é o desejo dEle.
Pontífice significa aquele que faz pontes, derivado do latim pontifex. Passa a ser o título para um líder religioso, espiritual, o que faz a ponte entre o Céu e a Terra.
Portanto, pontífice significa um termo de conotação espiritual, pois considera a existência da dimensão espiritual no Céu, que necessita da comunicação com a dimensão material na Terra.
Se há a necessidade de comunicação entre a dimensão espiritual e a material, entre o Céu e a Terra, é porque em ambas as dimensões existem inteligências capazes de se entenderem razoavelmente.
Uma dimensão é capaz de perceber a outra com facilidade, como deve ser na relação do Céu com à Terra. O mesmo não acontece da Terra com relação ao Céu, onde as pessoas, mesmo intuídas da existência do Céu, precisam de ensinamento para fixar isso na consciência.
Com esse raciocínio, entendemos que a dimensão espiritual é hierarquicamente superior à dimensão material. É dentro da existência transcendental que a vida real acontece, onde existem todos os níveis de inteligência e de sabedoria, culminando com a sabedoria suprema, característica do Criador, Deus, Pai.
A dimensão material passa a ser entendida como um construto da sabedoria divina para que possamos evoluir com nossas próprias energias, para que não fôssemos formados como robôs do Criador.
Deus retirou um fragmento da Sua essência, uma fagulha luminosa, porém simples e ignorante, que deveria evoluir dentro do contexto natural em que fosse inserida, escolhendo caminhos certos ou errados, e corrigindo-os com o próprio esforço.
Esta centelha divina, simples e ignorante, imagem e semelhança do Criador, não poderia ter resquícios de Sua inteligência ou sabedoria, pois isso implicaria na criação de um robô e não de um ser com autonomia, com livre arbítrio, para ter o poder de decisão, de se comportar até contra a vontade do Criador, se assim achasse conveniente para a sua existência. O que trazemos como “genética” do Criador é a intuição de fazer o bem para melhor adaptação e harmonia com a Natureza.
Com o processo evolutivo acontecendo na dimensão material sem os seres criados perceberem a dimensão espiritual, e já de posse da racionalidade capaz de criar civilizações que ficam acima, científica e tecnologicamente, dos demais animais, surge o perigo da destruição em massa de todos os recursos da Terra, onde estamos abrigados.
Com este contexto, o Criador percebe a necessidade de enviar, da dimensão espiritual para a dimensão material, um ser que já alcançou uma evolução suficiente para se identificar com Ele próprio. Este ser que identificamos como Jesus de Nazaré, o Messias, veio na condição de pontífice, de construir a ponte entre o Céu e a Terra, ensinando o Caminho da Verdade que nos leva à Vida eterna na direção do amor incondicional, essência do Pai.
É isso que observamos na escrita do Evangelho de Mateus (16:15-17): Disse-lhes Jesus: “e vós quem dizeis que eu sou?” Simão Pedro respondeu: “Tu és o Cristo, o Filho de Deus vivo!” Jesus então lhe disse: “Feliz és, Simão, filho de Jonas, porque não foi a carne nem o sangue que te revelou isto, mas o meu Pai que está nos céus”.
Depois desta constatação de Jesus como pontífice enviado pelo Pai, e da necessidade de a ponte continuar a ser construída no coração de todos os povos, depois da volta do Mestre à dimensão espiritual, Jesus indica Pedro como Seu sucessor como pontífice divino, conforme Mateus continua a registrar (16:18-19): E eu te declaro: tu és
Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja; as portas do inferno não prevalecerão contra ela. Eu te darei as chaves do Reino dos Céus, e tudo o que desligares na Terra será desligado nos Céus.
Assim entendemos que a função de pontífice divino trazido por Jesus foi transferida a Pedro que sentiu a sintonia com Deus. Esta função de pontífice trazida por Jesus, de ensinar o Caminho da Verdade, hoje continua à disposição de cada pessoa que sente em seu coração a revelação enviada por Deus.
Nós, cristãos, somos todos pontífices, evangelizamos com as lições de Jesus, de cumprir a principal lei, reconhecer a existência do Pai divino e obedecer a sua vontade de amar ao próximo como a nós mesmos. Assim fazendo iremos ensinar ao próximo tudo que aprendemos, inclusive a construção de pontes, seguindo no Caminho espiritual da Verdade em direção à Vida eterna.
Tendo como foco o peso corporal, vamos entrar no eixo dietético. A importância deste eixo é que ele representa a matéria prima dos recursos buscados pelo Beemote para a manutenção do corpo, através do prazer que é oferecido à própria carne que o busca.
O prazer, esta é a isca que é oferecida à carne, e que, no confronto na arena mental onde se defronta o Beemote com o Espírito. O alcance do prazer é utilizado como justificativa para essa busca por alimentação além dos limites naturais.
Importante que a pessoa faça essa reflexão, da condição do seu corpo como uma consequência da ação do Beemote e da fiscalização, devida ou indevida, do seu Espírito, no gerenciamento do seu comportamento.
Existe na clínica médica diversos transtornos de origem alimentar, como um descontrole do Beemote pelo Espírito que não o gerencia. Não é nosso objetivo aqui abordar cada um desses transtornos, e sim, verificar dentro do processo evolutivo, natural, onde ocorreu o desvio que deixou a pessoa fora dos padrões de normalidade corporal.
Vamos compreender qual a melhor forma do nosso Espírito gerenciar o consumo alimentar sem se submeter aos desejos do Beemote, que são todos focados no prazer que irá receber e por isso com forte tendência de ultrapassar os limites.
Se o corpo já está desnivelado, em sobrepeso ou obesidade, é preciso tomar atitudes mais drásticas, como, por exemplo, cortar radicalmente o açúcar ou qualquer outra forma de adoçar os alimentos.
De forma natural, quando vamos montar um prato com alimentos, procuremos colocar a metade com vegetais crus e cosidos pois trazem fibras com poucas calorias. A outra metade podemos colocar carboidratos (preferencialmente integrais ou raízes como batata-doce, macaxeira, mandioca) e proteínas, como carnes magras, frango, peixe, ovos ou leguminosas como feijão e lentilhas.
Lembrar que as proteínas preservam a massa muscular e aumentam a saciedade; a fibras como aveia, sementes (chia/linhaça), casca de frutas e folhas verdes, retardam a digestão e controlam a glicemia, evitando picos de fome; as gorduras boas (abacate, castanhas, azeite de oliva extra virgem) são essenciais para a produção hormonal e absorção de vitaminas; e a hidratação com água e chás sem açúcar é importante, pois muitas vezes o Beemote se engana, gera o sentido da fome confundido com o de sede.
Todas essas informações são importantes para o Espírito fazer de forma competente seu papel gerencial, sobre o que permite ou não ser consumido, o que chega na mente como desejo do Beemote, pois todos tem uma origem automática, instintiva, mas com muita força dentro do campo motivacional.
É neste momento que o Espírito, na posse dessas informações dietéticas de base científica sobre o que é necessário dentro das necessidades do corpo, tem subsídios racionais para fazer o controle das motivações instintivas.
Essa queda de braço entre o desejo do Beemote e a vontade do Espírito é o fator decisivo para a manutenção do peso ou sua redução, quando este já passou dos limites. Não é uma questão fácil, apesar de sabermos, termos a consciência das razões do Espírito e que devemos controlar o Beemote.
A situação crônica que o corpo instalou na sua rotina de vida alimentar, gerou o mecanismo da dependência. O corpo necessita do prazer que o consumo alimentar está trazendo e que no processo da tolerância, tal qual acontece com a dependência química de substâncias recreativas, como maconha, cocaína, álcool, chega a criar a compulsão pela aquisição do objetivo do desejo.
Em tal situação mais crítica, a pessoa pode precisar de ajuda profissional, tanto com a psicoterapia ou com o uso de fármacos que ajudem a corrigir os transtornos emocionais e motivacionais gerados a nível de alterações nos níveis e ações dos neurotransmissores.
Também é importante a ajuda religiosa para fortalecer os compromissos do Espírito frente a vontade do Criador que ele deve cumprir, cuidar bem do corpo que está submetido, ou deveria estar, a sua gerência.
Fiquei motivado a escrever este texto por ver pessoas, amigos, parentes e pacientes, que ficam interessados na minha forma de manter o meu peso corporal dentro de limites confortáveis, sem uso de substâncias químicas que são usadas com esse objetivo.
Quero esclarecer que, não sigo nenhuma rotina ou disciplina das muitas que existem ao nosso dispor, com dietas, jejuns e medicamentos. Procuro ler e refletir sobre todas as que existem e que chegam ao meu alcance. Daí eu vou pinçando aquelas que fazem mais sentido para mim e procuro colocá-las em prática dento de minhas possibilidades.
Elegi três eixos de atuação: espiritual, dieta, exercícios físicos, que irei abordar cada uma delas a partir deste texto.
O eixo espiritual é o principal e quem vai dar a motivação para os outros dois funcionarem. Procuro compreender que a fome, o desejo da procura por alimento que faz o aumento do peso, está dentro dos nossos instintos e que é representado pelo monstro bíblico, o Beemote, cuja cabeça da Gula é a que nos leva a consumir alimentos além da necessidade orgânica.
É aqui que o nosso espírito deve se posicionar para fazer o confronto com a fera energética do Beemote, se alimentar o suficiente para manter o bem-estar do corpo, e se ele já esta em sobrepeso ou obeso, então o confronto é para se alimentar abaixo do necessário.
Lembrar que as sete cabeças do Beemote correspondem aos sete pecados capitais, orientado pela igreja católica. Esse monstro energético existe dentro de nós, criado pelo próprio Deus para garantir a motivação do nosso comportamento na sustentação da vida, tanto com relação a preservação do corpo físico quanto a preservação da espécie.
A preservação do corpo físico é uma responsabilidade direta da cabeça da Gula. As demais cabeças, Ira, Soberba (Orgulho), Avareza, Inveja, Preguiça e Luxúria, tem uma responsabilidade indireta sobre a manutenção do corpo.
A cabeça que aparentemente não tem responsabilidade com a manutenção do corpo é a Luxúria. Ela motiva o comportamento da pessoa com outra do sexo oposto com o objetivo sexual e a consequência da geração de filhos. Esta é a estratégia a longo prazo, para garantir a existência do nosso corpo pelo processo da herança genética. É uma estratégia que necessita da participação da pessoa do sexo oposto, portanto não é uma herança 100% do indivíduo, e sim 50% de cada um dos parceiros na relação sexual.
Esta é a dinâmica que Deus organizou no processo evolutivo de nossa criação, passando dos seres inorgânicos para os orgânicos, dos seres uni para os pluricelulares, dos seres irracionais para os racionais, dos seres animalescos para os seres angelicais.
A ciência nos ajuda, com a participação da tecnologia, a nos aproximar dessa Verdade, pelos estudos de grandes cientistas e pensadores como Darwin, Freud, Newton, Einstein, etc.
Por outro lado, a religião, com a participação de grandes avatares da humanidade, como Buda, Krishna, Sócrates, Confúcio e principalmente Jesus, mostram a existência de valores espirituais, além do progresso material, e mostram o Caminho alicerçado na Verdade que leva a Vida na dimensão espiritual na aproximação gradual com o Criador.
Toda esta dinâmica da vida corporal está sob a gerência direta do Espírito, pois é neste que está localizada a centelha divina, recebida no ato da criação. É aqui que a dinâmica corporal amadurecida pelo processo evolutivo, entra em confronto com a dinâmica espiritual, cada uma com sua missão.
A missão do corpo é seguir pelo progresso animal, obedecendo com firmeza às motivações instintivas da carne, identificada por Freud como a força do Ego, localizada entre o Id (instintos) e o Superego (leis sociais). Quanto mais a pessoa segue neste progresso animal, mais ela é considerada egoísta, pois tudo faz para conseguir os benefícios exclusivos para si e sua parentela, mesmo que prejudique os direitos das outras pessoas.
Portanto, para termos sucesso no controle do peso corporal é fundamental que tenhamos a compreensão dessas duas motivações e suas origens, física e espiritual. Compreendermos que para controlar o corpo não basta controlar a cabeça da Gula, e sim domesticar todo o Beemote, mesmo que não consigamos fazer isso, nem em sua completude nem de forma imediata.
É importante que tenhamos essa compreensão toda vez que nos motivamos a ir a um restaurante, encher o prato no self-service, e ficar com ele à nossa frente no ato de nos alimentar. Lembrar que todas as nossas ações que praticamos até chegar a este momento que o prato estar à nossa frente, foi tudo motivação do Beemote, através da sua cabeça da Gula. Mas, a decisão de pegar o talher e começar a alimentação propriamente dita, é gerenciada pelo Espírito. Podemos ingerir apenas uma parte do prato que foi montado, ou, de forma mais radical, deixar de lado todo o prato montado e tomar simplesmente um copo d’água.
Este é o primeiro passo para quem deseja assumir o controle do peso corporal. Tratar a motivação corporal da busca por alimento, como desejo instintivo do nosso monstro Beemote, que não podemos destruí-lo, mas podemos domesticá-lo.
Iniciar fazendo pequenos testes de domesticação da nossa fera interna, como o treinador de feras em um circo, que consegue domesticar o seu animal e se apresentar com ele na frente do picadeiro.
A Guerra Espiritual, milenar, com origem na revolta luciferina na dimensão espiritual e consequência, hoje, na dimensão material, tem como o grande líder das hostes celestiais, divinas, o Messias, judeu, Jesus Cristo.
A evangelização que ocorre no mundo, promovido pelos discípulos do Cristo, é a forma de esclarecimento necessária para que nós, humanos, saibamos da existência do Criador, o nosso Pai universal, e que Sua vontade é que nós, a obra prima de Sua criação, consigamos evoluir com nossos próprios esforços até alcançar um grau de pureza moral, espiritual, suficiente para nos agregarmos à essência divina.
Esta é a essência psicopatológica dos nossos males, a influência maléfica dos principados e potestades das esferas espirituais, que influenciam os nossos instintos animais a permanecerem fixos no progressismo material. Fazem evoluir, de forma cancerígena no contexto da humanidade, grupos de indivíduos que se articulam para dominar e escravizar coletividades humanas, sequestrar e sugar de forma parasitária o trabalho coletivo de nações, deixando um rastro de destruição por onde passam.
Este efeito doentio das influências luciferinas sobre o corpo da humanidade é bem identificado nos países que se tornam sequestrados pelas ações revolucionárias que têm sua origem desde o “Não servirei”, dito por Lúcifer ao Criador. Esta revolta nas esferas celestiais, por Anjo tão evoluído, serve como lição preventiva no nosso aprendizado humano, de não subestimar sentimentos de origem interna, como o orgulho, a soberba, que podem contaminar todo o processo de pureza que nós possamos conquistar dentro do nosso processo evolutivo.
Mas antes de chegar ao nível coletivo das nações, o efeito doentio das influências luciferinas sobre o nosso psiquismo, passam pelos efeitos individuais. O nosso bem-estar bio-psico-social-espiritual passa a ficar comprometido pelas falsas narrativas luciferinas, narradas de forma simbólica no livro bíblico de Gênesis, na conversa da Serpente com Eva.
Também podemos observar a narrativa luciferina fora dos livros bíblicos, religiosos. Vejamos um trecho do diálogo oferecidos para nós como lazer, na série de título bem sugestivo, “Lúcifer”. Logo na abertura da primeira temporada, Lúcifer está de férias na Terra, dirige em alta velocidade, e é abordado por um policial...
- Sabe por que te parei?
- Óbvio que precisou exercer seus poderes limitados e me punir por ignorar o limite de velocidade. Tudo bem, eu entendo. Eu também gosto de punir as pessoas. Pelo menos, costumava gostar.
- Documentos e habilitação.
- Agora mesmo (retira um monte de dinheiro e fica a contar).
- Estar tentando me subornar, senhor?
- É claro. (mostra uma parte do monte do dinheiro) – não é o bastante? Então pegue mais, é só dinheiro.
- Isso é ilegal, senhor.
- Vocês são divertidos com suas leis, não é? Por vezes você quebra as leis, não é?
- Por vezes, ligo a sirene e sem motivo, dirijo muito rápido. Sem nenhuma razão. Só porque eu posso.
- Certo? Por que não? É divertido. É legal se safar de algo, não é?
- Sim... (cara de arrependido).
- Tudo bem, policial. As pessoas gostam de contar-me coisas. Esses desejos profundos, impertinentes, escuros, que estão em sua mente. É um dom. deve ser algo sobre essa cara (mostra o seu rosto bonito, alegre, afável). Está tentado a aceitar, não está? (policial balança a cabeça afirmativamente). Que está esperando? Permissão? Pegue. Compre algo bonito para si. Você merece. (policial, calado, recebe o dinheiro que ele oferece). Se não se importa, preciso mesmo ir.
- Sim, claro. Tenha uma boa noite.
- Para você também, policial... pra você também.
Eis um bom exemplo de nossa realidade, da batalha espiritual que está em desenvolvimento em nossos mais simples atos, relacionamentos interpessoais. As influências luciferinas estão por toda parte, no motorista abastado que dirige seu carro veloz e que corrompe o policial que procura fazer o seu dever, mas também possui uma base biológica animal, sensível aos apelos luciferinos. Tanto um quanto o outro, corrupto e corruptor, são nossos irmãos, animais que possuem a centelha divina em sua criação, mas que não conseguem emitir sua luz divina na consciência e termina prevalecendo a luz negra de Lúcifer.
Interessante é que o instrumento dessa corrupção é o dinheiro intercambiado por estruturas psíquicas do poder, daquele que está com o dinheiro e daquele que tem o cargo policial. E a origem do dinheiro vem sempre do trabalho humano, que os corruptos, ativos e passivos, passam a usá-lo para seus próprios interesses individuais.
Esta pode ser a verdadeira etiopatogenia das doenças mentais, com o início à nível mental, espiritual, que impacta o psicológico e se derrama pelo corpo na forma de transtornos psicossomáticos.
O que fazemos na psiquiatria com os recursos da psicoterapia e da psicofarmacologia, principalmente, é corrigir as alterações bioquímicas ocorridas nos níveis de neurotransmissores cujos neurônios são impactados pelo desvio de seus caminhos naturais, da harmonia fraterna entre todas as criaturas.