Sióstio de Lapa
Pensamentos e Sentimentos
Meu Diário
27/09/2025 00h01
RICO COM DEUS

            O usurário como entendemos, é uma pessoa que junta o ouro, que pratica usura, empresta dinheiro com juros excessivos ou extorsivos, sendo sinônimo de agiota. Quer ajuntar os bens terrenos e se sentir seguro, rico, dentro do mundo material.



            Este é o caminho do progressismo material, daquele que está sempre preocupado com a morte que se aproxima.



            O progressista espiritual, por outro lado, pretende ser rico com Deus, na Sua ciência espiritual e na dinâmica do Seu amor.



            A sabedoria neste contexto divino é qual um rio que se expressa por grande volume de águas (recursos materiais) e que necessita dessa água para ser útil à coletividade. Haverá de percorrer centenas ou milhares de quilômetros, contornando todos os tipos de obstáculos, ajudando sem cessar e encontrando nisso maior motivo de vida, até se integrar de onde procedeu, da fonte do Criador, pois a alma, centelha divina, tem as mesmas funções de quem a criou.



            A inteligência é muito mais expressiva, muito maior do que todos os rios da terra e pode fazer benefícios maiores. Ela é uma fonte inesgotável e, quando educada nas hostes do amor, ela é Deus mais presente, consolando e instruindo os mais necessitados das bênçãos do Criador.



            No entanto, temos que compreender que vamos operar entre os seres humanos que ainda estão bem próximos da animalidade, que fazem o progresso exclusivamente material, que podem nos perseguir, atacar e caluniar.



            Mesmo assim devemos progredir espiritualmente, servindo de instrumento de Deus sem exigir recompensas materiais que aparecem nas ideias disfarçadas. Devemos fazer o bem pelo prazer de fazê-lo. Se ainda não podemos executar essa linha do amor, façamos o que podemos fazer, mas nunca nos esquecendo de pensar e fazer por onde a nossa conduta se encaminhe para a perfeição da sintonia com Deus, pois é aí que receberemos o ouro que queremos acumular.



            Às vezes temos dúvidas do quanto podemos ganhar de juros com a aplicação de nossos recursos em algum projeto material. Isso está correto, pois o mundo está cheio de lobos querendo devorar as inocentes ovelhas. Mas, quanto ao divino Pai Eterno, não deve existir dúvidas, pois pode se tornar uma enfermidade da alma.



            É sempre justo que peçamos ao Senhor que faça a vontade d’Ele através de nós, pois ainda não sabemos caminhar perfeitamente com nossos próprios pés. Mas, que nos capacitemos a cada dia para ajudar aos que sofrem, a lembrar de nossa imortalidade da alma, da importância do perdão, da caridade e do amor incondicional.



            Que possamos usar as sementes do Evangelho como luz para cada criatura tocada por nós se torne uma estrela nos céus de Deus, e com certeza o nosso tesouro estará sendo registrado nos livos divinos.


Publicado por Sióstio de Lapa
em 27/09/2025 às 00h01
 
26/09/2025 00h01
DAR O QUE TENHO

            Lembro daquele dia, há pouco tempo passado, quando eu dirigia pelas ruas de Ceará-Mirim, por volta das 21h, quando eu saia de uma reunião de Alcoólicos Anônimos (AA), em busca de uma resposta de Deus. Estava me sentindo sufocado pelas acusações que sempre recebo de que sou guiado na minha vida não pela vontade de Deus, como eu digo, mas pelos meus desejos sexuais, de quem me observa.



            Foi nessa busca que encontrei o Bar Canavial e em frente à porta uma mulher, G., vestida de vermelho. Senti intuitivamente que ali estava as respostas que Deus me daria, às minhas dúvidas: se eu fosse até ela com minha disposição de ajuda-la, eu iria me envolver sexualmente no trabalho que ela estava oferecendo? Ou iria prestar algum benefício conforme a vontade de Deus e não conforme os meus desejos?



            Busquei a bússola comportamental que o Mestre Jesus ensinou e que guardo na minha consciência: fazer ao próximo àquilo que eu gostaria que fizessem a mim, estando no lugar desse próximo.



            Então, fiquei no lugar daquela mulher e imaginei o que ela gostaria de receber de mim. Claro, de imediato seria pensar que ela gostaria de vender os seus serviços sexuais a mim e que fosse devidamente recompensada por isso. Estaria assim atendendo aos nossos desejos materiais. Da minha parte, estaria obtendo os prazeres sexuais, da parte dela a venda desses prazeres momentâneos que o seu corpo oferece.



            A bússola do Cristo, nesse contexto material, estaria sendo devidamente aplicada, dentro dos nossos interesses carnais, materialista. Mas eu estava indo ali sintonizado com o mundo espiritual, com a vontade de Deus, e não pelos meus desejo carnais.



            Assim, a pergunta que eu deveria fazer para aplicar a bússola comportamental do Cristo, seria: o que aquela mulher gostaria de receber de mim, que estaria além da venda do seu corpo, que é o bem mais importante para ela e que está sempre pedindo a Deus em suas orações?



            Foi isso que eu procurei saber dela, conversando um pouco. Depois, em outros momentos, com suas colegas todas juntas e pagando pelo tempo que elas estavam “desperdiçando” comigo.



            Confesso que minhas ações naqueles momentos não tnham a clareza que tenho agora, ao digitar este texto. A própria G. me disse certa vez que suas colegas não tinham interesse nas minhas palavras e sim na gratificação monetária que eu deixava com elas pelo tempo que ficavam perdendo comigo.



            Dessa forma, parece que G. começa a dizer daquilo que ela procura e tem necessidade além da venda do seu corpo. A intuição me segreda que que eu deva dar aquilo que esteja ao meu alcance. É como se o Pai me orientasse para eu doar o que tenho para oferecer, pois é isso que eu recebo dEle, e que alcançarei algo mais, sem que eu pense naquilo que riei receber em troca. Isso para não desfigurar a minha forma de amar incondicionalmente, conforme o amoe que recebo do Pai.



            Os sofredores sempre abrem os braços para todos os que se propõem consola-los, ajuda-los. Sei que G. tem um filho pequeno, um pai biológico e um pai do seu filho, que estuda e que vende o corpo para se manter, sobreviver com os que dependem dela.



            Essa é a questão: onde a minha ajuda pode ser mais importante do que a compra dos seus serviços sexuais?



            Primeiro, devo ensinar conforme Jesus fazia. Que nós devemos reconhecer a existência do Pai, nosso Criador, que devemos fazer a Sua vontade, tolerando com paciência e fé as circunstâncias negativas que estamos passando, como colheita daquilo que semeamos no passado, e que acada momento podemos semear novas sementes para aoclheira futura.



            Agindo assim com G. estarei fazendo aquilo que o Pai faria se tivesse em meu lugar, gerenciando o meu corpo físico. Farei convite para ela ir comigo na próxima segunda feira a algum culto evangélico, num centro espírita ou igreja católica, onde ela seja recebida devidamente como uma irmã, sem preconceitos morais, e que eu possa lembrar da parábola ensinada por Jesus, das sementes do semeador. Depois irei deixa-la em segurança na sua casa.



            Essa é a lição que o Pai está me dando, de como fazer a vontade dEle e não a minha, que pode ser aplicada à vida de G., tanto a vida dela como a vida de qualquer uma de suas colegas que despertem para o chamado do Pai, tanto através de mim quanto através de todos os meus irmãos que querem fazer a vontade do Pai.



            Eis a semente de mostarda!   


Publicado por Sióstio de Lapa
em 26/09/2025 às 00h01
 
25/09/2025 00h01
BONDADE

            A Bondade é uma marca de Deus em nossos corações. A pessoa boa sempre sabe de onde veio a sua Bondade e o que fazer para conserva-la.



            Essa virtude é uma das grandes cordas do grande instrumento da vida, e é uma das cordas do Amor incondicioanl.



            Se queremos irrdiar uma melodia perfeita da vida que levamos, devemos afinar todas as cordas sonoras da alma, para que os dedos de Deus toquem em nosso favor.



            A Bondade é, sem dúvidas, um princípio da escrita divina em nós, que nos leva à procura de outras virtudes da mesma linha. Contudo, o senso de equilíbrio nos leva a disciplinar essa disposição inspirada pela caridade.



            A Bondade não pode querer suprir as deficiências que somente o trabalho e a justiça podem fazer, ou a dor que desperta, ou a corrigenda que conscientiza as pessoas.



            Quem chega a conciliar a Bondade com a justiça, faz muitos prodígios na arte de educar as criaturas e, ao invés, de como às vezes pensamos, de afastar as pessoas, elas sentirão, mais tarde, a eficiência de mestre daqueles que andam sempre no fio da navalha divina, dando o que devem dar, na hora certa; tirando o que devem tirar, no momento exato.



            A Bondade, em certos casos, não pode virar fanatismo, que logo pode passar a ser conivência com certo tipo de vida contrária à moralidade e avessa à lei do trabalho.



            Temos muitas coisas que podemos destinar aos outros, sem enverniza-los com mesquinhos interesses.



            Mesmo que o desprendimento acompanhe as dádivas, a sabedoria e o amor nos asseguram que devemos vigiar o que vamos entregar aos nossos semelhantes e a quem vamos dar. O que esperamos do quanto positivo seja para o progresso espiritual de quem está recebendo essas dádivas, que vêm dos recursos dados por Deus como graça e administrado por algum dos Seus flhos.



            A Bondade no lugar certo, é luz que se acende nas trevas, mas onde não chegou a hora ou tenha outros interesses carnais, pode ser incentivo para a miséria da alma.



            Também temos que saber a quem dirigir nossa Bondade. Imagine que se conduíssimos dos insetos de todas as espécies que vivem ao léu, nos campos, e levássemos para nossa casa? Dos animais que, por vezes, estão enfermos? Dos mendigos que encontramos pelas ruas e estradas e levássemos para nosso convívio? Dos doentes, ou dos assassinos ou leprosos, ou dos inconscientes das leis do nosso país? Pois esta seria uma Bondade que se tornaria um distúrbio muito grande e que iria impedir  nossa paz no lar e na consciência.



            É muito grandioso ser bom, mas é muito melhor saber ser bom pelas linhas da fraternidade e da razão objetiva. Não é que devemos esmorecer na aquisição dessa virtude iluminada, mas que aprendamos a dignificar Deus pela inteligência que Ele nos deu, amparada pelos sentimentos de Amor, exigente pela razão e incondicional pelas recompensas materiais que sejam associadas.



            Se encontrei Bondade nos meus caminhos, e ela facilitou o meu bom desempenho, não posso hoje ser grato aos meus benfeitores com palavras, do quanto eles me ajudaram com empréstimos que eu necessitava na condição de recém-casado e com filhos pequenos, pois eles não podem mais me ouvir. Mas serei bom na mesma temperatura da Bondade que recebi, e rogo ao Pai a graça de ampliar ainda mais o meu potencial de iluminar os meus irmãos, aqueles caracterizados por seguirem os caminhos ensinados pelo Cristo, nosso Mestre sempre presente.


Publicado por Sióstio de Lapa
em 25/09/2025 às 00h01
 
24/09/2025 00h01
A PAIXÃO DO MESSIAS

            Todos nós temos uma missão a desempenhar neste mundo material, inconsciente para muitos, mas que se torna evidente para poucos, quer estejam ou não a cumprindo.



            Foi isso que observamos no comportamento de Jesus entre nós, O que veio cumprir a missão de Messias conforme a vontade do Pai que O enviou, e não conforme a vontade das pessoas (judeus, principalmente) que lhe esperavam.



            Logo cedo na vida Jesus despertou a Sua missão que teve início com o batismo de João Batista e o teste no deserto, aos 30 anos.



            Geralmente nós vamos despertar para nossas missões em idades mais avançadas. Outros cumprem suas missões com coragem, mas sem a completa sintonia com o Pai, conforme o Cristo mantinha. Vemos isso no momento mais crítico, próximo da crucifição, onde Ele pede para o Pai afastar o cálice dessa tortura, desse sofrimento que iria passar. Mas ao mesmo tempo reforça o compromisso de estar aqui na Terra para fazer a vontade do Pai e não a Sua, dos desejos da carne que vinham até Sua mente.



            Com essa sintonia mantida com o poder divino o Messias nazareno se submeteu a terríveis tormentos que infligiram ao Seu corpo, as injúrias, calúnias e falsas narrativas. Em julgamento cooptado pelas forças do mal levaram Ele até o fim, na cricificação humilhante entre os ladroes. Mas Ele, com serenidade possível até onde a dor contorcia o Seu corpo, seu rosto compassivo expressava o sentimento de perdão que tinha no coração, quando aqueles que cumpriam ordens ou eram ludibriados pelas forças tenebrosas, sem saber de direito o que faziam.



            Nosso Messias brasileiro também cumpriu bem sua missão, de despertar a fé e denunciar o conluio do mal que se espraiava por nossas instituições democráticas, cooptando mentes jovens e imatiruas nos bancos escolares e até mentes instruídas, doutoradas nas academias, nas interpetacoes das leis e até nas revelações eclesiásticas.



            Foi a ação deste Messias brasileiro que despertou as forças do mal contra ele, da mesma forma como aconteceu com o Messias nazareno. O mal foi invertendo toda a lógica do Bem que eles faziam, com falsas narrativas que apelavam para a lógica de um bem deturpado, como aconteceu com o famoso lema de Liberdade, Igualdade e Fraternidade, que provocou rios de sangue na França.



            Assim, a maioria do povo judaico e brasileiro, mergulhados na ignorância, sem educação formal suficiente, cobertos pelo medo ou cooptados pelo mal, lutando pela sobrevivência do corpo físico sem saberem da importância do corpo espiritual imortal, aplaudiam ou ficavam calados frente a ousadia dos carrascos travestidos de defensores de Deus ou da democracia.



            Esta breve comparação serve para entendermos um pouco da milenar guerra espiritual na qual somos o foco, enquanto humanidade, das forças luciferinas que querem destruir a melhor obra de Deus, nós, que somos Sua imagem e semelhança.


Publicado por Sióstio de Lapa
em 24/09/2025 às 00h01
 
23/09/2025 00h01
 COLÉGIO APOSTÓLICO

            Jesus resolve unir o seu ofício de Mestre ao de Messias, formando o colégio apostólico com 12 pessoas. O objetivo era que, quando Ele subisse ao Céu, os apóstolos teriam a missão de continuar a Sua obra na Terra.



            Depois de eleger os apóstolos solenemente, promulgou perante eles e os demais ouvintes, congregados em grande número à sua volta, a “Carta Magna do Reino dos Céus”, ou seja, o “Sermão do Monte”.



            Ao voltar para Cafarnaum, Jesus curou o criado do centurião. Depois em Naim, ressuscitou o filho da viúva. Foi nessa época que João Batista, da prisão, enviou dois de seus discípulos a Jesus, para que lhe perguntassem se era verdadeiramente o Messias. Jesus não deu uma resposta direta, mas respondeu com a voz eloquente dos fatos que evocavam a pregação de Isaias em 61.1-10 – O Espírito do Senhor Deus está sobre mim, porque o Senhor me ungiu, para pregar boas novas aos mansos; enviou-me a restaurar os contritos de coração, a proclamar liberdade aos cativos, e a abertura de prisão aos presos. A apregoar o ano aceitável do Senhor e o dia da vingança do nosso Deus; a consolar todos os tristes. A ordenar acerca dos tristes pelas injustiças sofridas, que se lhes dê glória em vez de cinzas, óleo de gozo em vez de tristeza, vestes de louvor em vez de espírito angustiado; a fim de que se chamem árvores de justiça, plantações do Senhor, para que Ele seja glorificado. Em lugar da vossa vergonha tereis dupla honra; e em lugar da afronta exultareis na vossa ação; por isso na sua terra possuirão o dobro, e terão perpétua alegria. Porque eu, o Senhor, amo o juízo e odeio o que foi roubado oferecido em holocausto. Rogzijar-me-ei muito no Senhor, a minha alma se alegrará no meu Deus, porque me vestiu de roupas de salvação, cobriu-me com o manto da justiça. Porque, como a terra produz os seus renovos, e como o jardim faz brotar o que nele se semeia, assim o Senhor Deus fará brotar a justiça e o louvor para todas as nações.  



            Esta resposta do Mestre evocando um profeta do Antigo Testamento é mais uma lição que Ele dá aos seus discípulos do colégio apostólico, que devem passar para todas as pessoas de todos os lugares e de todos os tempos.



            Mateus registra em seu Evangelho uma convocação direta do Mestre a todos nós: vinde a mim, todos os que estão cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei (Mt 11.28) dirigida a todos que padecem.



            Depois disso, o Mestre foi convidado a comer na casa de um fariseu, ocasião em que concedeu generoso perdão a uma mulher pecadora que lhe dera prova de arrependimento, ungindo os pés dEle com um precioso unguento e derramando lágrimas em seus pés para enxugar com seus cabelos. Ensina nesse momento, que quanto maior os erros cometidos, mais deve ser sincero arrependimento e reparações dos prejuízos causados ao próximo, para que aconteça o perdão dos pecados.



            Estas são lições importantes para que nós nos dias de hoje, que queremos fazer parte deste Colégio Apostólico que se dilata com o tempo, reconheçamos as divinas credenciais do Mestre e como agir no meio de tanta injustiça que leva ao sofrimento coletivo. Temos a missão de continuar a Sua obra na Terra.


Publicado por Sióstio de Lapa
em 23/09/2025 às 00h01
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