Bom dia, Amigo Inteligente. Estou em dificuldades com o meu projeto de CARNE DA MESMA CARNE. Minha companheira está bastante reticente no projeto, foi a um retiro em Minas Gerais, Muriá, e voltou se mostrando mais centrada em si, não respondeu a segunda resposta que recebi de você e que enviei para ela. Como você ver isso?
Bom dia, Francisco. Entendo que você esteja em um momento difícil com o projeto CARNE DA MESMA CARNE.
Sua situação atual, com sua companheira voltando do retiro mais "centrada em si" e sem responder à proposta detalhada que você enviou (provavelmente o modelo híbrido de finanças), parece ser um desdobramento direto do conflito anterior que vocês estavam vivenciando sobre valores (o espiritual vs. o material) e autonomia.
O retiro em Minas Gerais pode ter reforçado nela uma necessidade de autoconhecimento e de priorização de sua individualidade ou do seu próprio caminho. O fato de ela estar agora mais "centrada em si" pode ser o resultado de uma reflexão que a levou a se posicionar mais firmemente sobre seus limites ou sobre o papel dela no projeto de união. Isso se conecta à reticência que ela já demonstrava em ser o "tronco" da "árvore do amor inclusivo," um papel que, para ela, pode ter soado como uma responsabilidade excessiva ou uma perda de individualidade.
*Como eu vejo isso:*
Este momento é um sinal de que o projeto CARNE DA MESMA CARNE está enfrentando seu maior teste de autonomia e visão compartilhada. O conflito não é sobre a logística do dinheiro ou a eficácia da sua proposta de solução (o modelo híbrido); é sobre a *essência do desejo dela*.
1. *A Reticência como Busca por Autonomia:* O movimento de se centrar em si mesma, frequentemente estimulado por retiros espirituais ou de autoconhecimento, pode ser a resposta dela à sensação anterior de que o projeto era mais um desejo seu que ela estava tentando acompanhar, em vez de uma visão de futuro genuinamente dela também. A falta de resposta ao plano que você enviou sugere que a questão a ser resolvida não é mais o como financiar o projeto, mas o se ela ainda se sente chamada a fazê-lo, da forma como está estruturado.
2. *O Foco nos Valores:* Se o conflito de vocês era o choque entre o "ter" (gastos materiais dela) e o "ser" (gastos espirituais seus), o foco dela agora está em encontrar a própria definição de "ser" (mais centrada em si), o que pode estar temporariamente em desacordo com o projeto de ser "uma só carne" — se essa "só carne" for interpretada como anulação da identidade individual.
3. *O Desafio da Entrega Voluntária:* Um projeto espiritual (CARNE DA MESMA CARNE) exige entrega voluntária. A individualização das contas que você cogitou antes, embora prática, pode ter gerado um distanciamento e uma sensação de punição. A ausência de resposta dela agora pode ser uma forma passiva de reafirmar a necessidade de que qualquer união seja baseada em sua completa liberdade e autonomia.
Para salvar a "árvore do amor inclusivo," o foco agora deve ser no *diálogo sobre o propósito dela, e não na estrutura ou no financiamento do projeto. É fundamental entender qual é a *necessidade emocional que a fez se centrar em si e como o projeto pode incluí-la sem anular seus desejos individuais.
No Domingo da Páscoa, estava eu deitado na rede e fazendo minhas reflexões, após acordar do silêncio do Sábado que se seguiu à dolorosa Sexta-feira da Paixão.
Pensava nos meus relacionamentos femininos, nas dificuldades que eu estava enfrentando, querendo construir a arvore do Amor Inclusivo, apoiado no tronco forte composto por mim e minha companheira. Percebo a dificuldade e sofrimento que ela apresenta ao sentir a minha disposição de construir essa árvore com as mulheres que Deus coloca em meu caminho, por mais díspares que elas sejam. Vejo que a maior dificuldade atual está relacionada com a pessoa que era irmã da minha companheira, quando ambas viviam no Convento de Nossa Senhora do Bom Conselho.
Talvez esteja nesse imbróglio uma grande determinação do Pai, pois foi Ele que tirou essas duas pessoas que eram “esposas” do Seu Filho, para virem se relacionar comigo, e principalmente na base do tronco da árvore do Amor Inclusivo, que Ele me deu como missão a sua construção.
Sei que isso que estou fazendo, com o significado da Família Universal, vou me afastando cada vez mais da dinâmica do mundo material, da evolução secular, animal, para me aproximar cada vez mais do Reino de Deus, na dimensão espiritual. Posso dizer que, obedecendo ao que o Pai determinou para mim, não pertenço, cada vez mais, a este mundo material.
Acredito que posso fazer tudo isso sozinho, mas o Pai já deixou escrito que o homem deve se unir à mulher e serem carne da mesma carne. Desta forma, o tronco da árvore do Amor Inclusivo que pretendo construir será mais forte e significativo. Acontece que a mulher que aceita conviver comigo e se tornar carne da minha carne, tem os seus próprios propósitos e considera que os meus não são convenientes para ela, que deseja a relação afetiva fiel apenas aos seus sentimentos, um amor exclusivo.
Este é o ponto que gera conflito com a pessoa que imagina ser a carne da minha carne. Não deveria seguir a missão do companheiro conforme está na Bíblia? Sendo amada e respeitada dentro desse projeto de vida? Por que nenhuma das mulheres que se uniram comigo conseguem alcançar essa sintonia fina comigo e com Deus? Por que partem para o conflito, na tentativa de impedir os meus afetos e apoios espirituais e materiais, quando estou usando os recursos que o Pai me concede?
Esta era a natureza da minha reflexão neste dia de Domingo, tão significativo. Estava na claridade do Domingo, mas parece que eu permanecia na escuridão do Sábado. Foi quando o Pai enviou para mim a Lição dos Bichos, que eu consegui interpretar.
Eu e minha companheira criamos dois cães de pequeno porte, uma Fox paulistinha e outro, um Yorkshire. Este último é o mais carinhoso, o que fica mais tempo colado conosco. A outra é mais independente, fica mais afastada e é a primeira que corre ao portão para ladrar com quem passa.
Estando deitado na rede nessas reflexões, e quando desci o pé, e sem querer, toquei no Yorkshire que estava deitado debaixo da rede. Logo ele se levantou nas duas patas e deixou sua cabeça ao alcance das minhas carícias. A Fox paulistinha se aproximou para receber carinho. Nesse momento o Yorkshire se zangou a rosnou ameaçador para Fox paulistinha, apesar do seu tamanho ser menor. Repreendi o Yorkshire e logo veio o insight, de Deus estar me dando uma lição através dos bichos.
Todos nós fomos criados pela sabedoria de Deus, através dos milênios, pelo processo natural da evolução. Portando, em nossa evolução, possuímos um cérebro primitivo, reptiliano, instintivo, o primeiro a surgir; depois vem o cérebro límbico emocional, característico dos animais mamíferos, e finalmente o cérebro racional, característico da humanidade. Assim, a racionalidade que compreende a existência do Pai e da obrigação que temos enquanto filhos de fazer a Sua vontade, está ancorada nos cérebros primitivos, principalmente o emocional. Fazer a vontade do Pai é se colocar no lugar do outro, como se fosse nós mesmos. Isso vai de encontro às emoções do cérebro animal, límbico, egoísta, que quer tudo para si, que o cérebro racional deve controlar. Os bichos não têm essa condição de controle, pois o seu cérebro racional não está tão desenvolvido como o nosso. Mas a pessoa humana já tem essa capacidade, e por isso eu decidi fazer a vontade do Pai, acima dos meus interesses de natureza animal; assim muitas mulheres também aceitam seguir nesse caminho, avaliando teoricamente com o seu cérebro racional, mas quando chegam na prática, no momento de decisão, o conflito pode se instalar com a prevalência do cérebro animal.
Foi esta a conclusão que cheguei com esta lição que o Pai me deu através dos bichos que criamos com carinho. Devo entender a fragilidade das mulheres que estão participando desse projeto de Deus através do meu comportamento. Devem cada uma delas, ter a força e coerência para fazer a vontade do Pai, acima da vontade delas, para assim se habilitarem a serem artífices junto comigo, desta Família Universal, deste alicerce para o Reino de Deus.
COMUNICAÇÕES
“Amados, não creiais a todo espírito, mas provai se os espíritos são de Deus.”
(1 JOÃO, capítulo 4, versículo 1.)
Os novos discípulos do Evangelho, em seus agrupamentos religiosos de intercâmbio com o mundo espiritual, quase sempre manifestam ansiedade em estabelecer claras e perfeitas comunicações com o Além, com suas diversas entidades: Espírito Santo, Jesus, Deus, profetas, santos, e todos aqueles que deixando o corpo foram para a pátria espiritual.
Muitas vezes aparecem fracassos, de alcançarmos a graça de nossas reinvindicações em nossas tentativas de comunicações. Nesse particular, se os pedidos são falhos de êxito, é que, na maioria dos casos, o comunicante ou pedinte obedece muito mais ao egoísmo próprio que ao imperativo edificante de amor ao próximo.
O propósito de exclusividade, no sentido de alcançarmos algo de interesse pessoal, material, abre larga porta ao engano. Através dela, espíritos malfeitores que existem no mundo espiritual, com instrumentos nocivos, podem penetrar no templo de Deus em nossa alma, de vez que o aprendiz cerrou os olhos ao horizonte das verdades eternas.
Bela e humana a dilatação dos laços de amor para todos que se mostram nas ações, como filhos de Deus. Amor que une o homem que continua encarnado aos familiares, sanguíneos ou espirituais, que já foram na frente na jornada do Além-túmulo.
Prestemos atenção, nós que fazemos a Associação Cristã de Moradores e Amigos da Praia do Meio (AMA-PM), pois haverá́ sempre quem dispense luz nas assembleias de homens sinceros.
O programa de nossa assistência ao próximo, contudo, não pode ser totalmente organizado por nós, criaturas do Pai, muita vez ignorantes das necessidades próprias.
Em virtude disso, recomendou o apóstolo que o discípulo atente, não para quem fale, mas para a essência das palavras, a fim de certificar-se se o visitante vem de Deus.
UFRN/CCS/HUOL/DMC/Foco de Luz/AMA-PM/Cons. Consultivo em 13-04-26
A interpretação de um capitão de navio que acolheu o protagonista da história.
Mesmo com o espírito quebrado como está, ninguém pode sentir mais profundamente do que ele as belezas da natureza. O céu estrelado, o mar e cada cena a oferecida por essa região maravilhosa parece ainda ter o poder de elevar sua alma acima da Terra. Um homem assim tem uma dupla existência, pode sofrer miséria e ser esmagado por decepções, mas quando se recolhe em si mesmo é como um espírito celestial envolto em um halo dentro do qual nenhuma dor ou insensatez ousa entrar. Você sorriria do entusiasmo que expresso sobre esse viajante divino? Não sorriria se o vice. Você foi instruída e refinada por livros e pelo afastamento do mundo e por isso é um tanto exigente, mas isso apenas a torna mais apta a apreciar os méritos extraordinários desse homem maravilhoso. Às vezes tento descobrir qual é a qualidade que ele possui que o eleva tão imensamente acima de qualquer pessoa que já conheci. Acredito que seja um discernimento intuitivo, um poder rápido e infalível de julgamento, uma penetração das causas das coisas, ser igual em clareza e precisão. Some-se a isso uma facilidade de expressão e uma voz cujas variações de entonação são música capaz de submeter a alma.
A parte externa dessa avaliação não tem correspondência comigo, a expressão, a voz. Mas no conteúdo interno sim, o discernimento intuitivo, um poder de julgamento, uma penetração das causas das coisas. Foi estas características que fizeram a minha mudança de rumo evolutivo. Quando julguei ser Jesus o modelo de vida mais coerente, procurei ver qual lição mais importante que Ele estava dando e que devia ser cumprida. Foi quando Ele respondeu a uma pergunta sobre a principal lei que deveríamos seguir: “Amar a Deus com todas as forcas, com todo entendimento e amar ao próximo como a si mesmo”. Foi a partir daí que a coerência com essa lei fez eu trocar o amor exclusivo que embasava o meu casamento, pelo amor inclusivo, que permitia tanto a mim quanto a minha esposa, de ter outros relacionamentos afetivos, desde que não desobedecem a principal lei.
Este foi o perfil psicológico, traçado por Mary Shelley sobre o protagonista do seu romance, me trazendo forte identificação.
Tenho uma carência que nunca consegui suprir. Não tenho amigo, quando estou cheio de entusiasmo ninguém compartilha minha alegria. Quando me decepciono ninguém tenta me consolar. Escreverei os pensamentos, mas isso não é suficiente, eu queria companhia de alguém capaz de simpatizar comigo, cujo olhar respondesse ao meu. Talvez você ache romântico, mas sinto profundamente a falta de um amigo. Não há ninguém próximo a mim, gentil e corajoso. Alguém de mente aberta, que pudesse aprovar ou corrigir meus planos, como tal amigo poderia consertar as falhas do seu pobre irmão, sua aceleração na execução, impaciente em relação às dificuldades. Ainda assim, um mal maior é eu ser autodidata. Dos 14 anos até agora vivi solto, só lendo os livros de viagem do tio Thomas. Só aos 14 anos comecei a ler poetas consagrados, mas já não podia experimentar os principais benefícios de tal educação. Só então percebi quão importante seria dominar outras línguas, além da língua materna. Agora tenho 28 anos e de fato sou mais ignorante, porque muitos garotos de 15 anos pensam mais e sonham mais alto. Mas falta organização a meus pensamentos. Preciso de um amigo capaz de não me desprezar por ser romântico e que me ajude a organizar minha mente.
Também tive essa carência, mas por outros motivos. Minha mão não tinha condições de manter a minha alimentação e educação e deixou-me com minha avó, desde a idade dos 5 anos. Ela gerenciava sozinha uma Boite e eu passei a ser o seu auxiliar para tudo que fosse serviço, doméstico inclusive. Ela manteve os meus estudos em escola católica, administrada por Padre Penha que tinha interesse em organizar os alunos em volta do escotismo. Fui escoteiro e era um dos momentos que que saia da minha solidão ou dos trabalhos domésticos. Gostava de ler, principalmente histórias românticas, revistas em quadrinhos. A minha mente solitária, envolvida nas histórias em quadrinhos, me levavam à fantasia, da luta do bem contra o mal e do relacionamento romântico que deveria acontecer com uma alma gêmea e que perdurasse para sempre. Porém, não desenvolvi a habilidade de me relacionar com o sexo feminino. As meninas que despertavam meu interesse eu procurava me afastar, para que elas não percebessem os meus sentimentos por elas. Cheguei aos 18 anos com essa dificuldade de socializar, de namorar, de conhecer até mesmo a forma biológica do ato sexual.