Sióstio de Lapa
Pensamentos e Sentimentos
Meu Diário
07/06/2026 00h01
O VOTO CONTRADITÓRIO

            O laboratório cristão que representa a AMA-PM na comunidade da Praia do Meio, está forçando nos seus integrantes uma grande prova: escolher o próximo presidente através de uma eleição que tem dois candidatos concorrendo.

            Foi elaborado na reunião do Conselho Consultivo um Código de Conduta para ser seguido por todos, candidatos e eleitores. Foi elaborado uma Comissão Eleitoral com ética de todos os membros para não hostilizar nenhuma chapa ou candidatos, e que todos tenham a mesma oportunidade.

            Na Assembleia Geral com a comunidade, onde foi colocado os critérios para eleição, com dia e horário, garantindo o direito ao voto secreto de quem não queira se manifestar.

            Como eu estava conduzindo essa Assembleia Geral, com a única pauta, de apresentar as regras para a eleição, feitas pelo Comitê Eleitoral, seguido da apresentação pelo presidente do que foi realizado em seu mandato. Depois se abriu o espaço para cada candidato colocar as propostas para o seu mandato de três anos que será seguido pelo candidato vitorioso, após o resultado das urnas.

            Procurei colocar sempre em cada participação dos candidatos, a importância de seguir com rigor os princípios evangélicos, de cada um amar ao próximo como Jesus nos amou, pois isso é o que nos identifica como discípulos do Mestre.

            Portanto, não é conveniente para nós, agirmos como fazem aqueles que participam de eleições nos partidos tradicionais. Nós não defendemos nenhum Partido Político ou Igreja religiosa. Procuramos seguir a principal lei que Jesus nos ensinou, de amar a Deus sobre todas as coisas, com todas nossas forcas e todo o nosso entendimento, e amar ao próximo como a nós mesmos, conforme a Sua vontade.

            Fazendo assim, não há porque entrarmos em disputa raivosa contra o irmão, que pensa administrativamente diferente, chegando as vezes a mentir, criando falsas narrativas, em busca de um resultado eleitoral favorável.

            O atual presidente fez um ótimo trabalho nos dois anos de mandato em que ele dirigiu a AMA-PM, porém, devido a sua forma de se comportar, com bastante vigor e as vezes intolerância em suas ações, gerou muitas resistências à sua continuidade no cargo.

            Isso gerou a formação de uma chapa contraditória a sua forma de gestão, mas quanto o cumprimento da vontade Deus, o esforço físico e gasto de tempo e dinheiro para uma atividade que não lhe traz recursos financeiros, procurando servir ao próximo como um bom samaritano, não há fortes críticas a ele quanto a isso.

            No entanto, vejo o empenho de muitas pessoas em dar continuidade a este trabalho cristão com outra forma de agir.

            A minha percepção, como coordenador do Projeto Foco de Luz, que acolhe o Conselho Consultivo da AMA-PM, é a de utilizar os talentos de cada pessoa ao nosso redor, principalmente dos convidados que sempre estão participando de nossas reuniões nas segundas feiras.

            Foi assim que, vendo o empenho de tantas pessoas querendo fazer o trabalho associativo cristão de outra maneira, mas sem ferir os princípios evangélicos, foi que resolvi declarar o meu voto à chapa concorrente, adversária da atual administração, dentro da própria Assembleia.   

            Parece ser um voto contraditório, pois eu mostrei o trabalho positivo do atual presidente, inclusive citando comportamento verdadeiramente cristão que ele realizou e que a maioria das pessoas não sabem e que ele não colocou no relato de sua administração.

            Mas, tenho a visão de que, dentro da AMA-PM, todos pertencemos ao mesmo Partido do Cristo, diferente dos partidos tradicionais que existem fora de nossa alçada.

            Assim, qualquer um que seja eleito, é um irmão querendo fazer a vontade de Deus e que continuaremos unidos nesta filosofia, cada um expressando os talentos que Deus lhes deu.

            O meu voto na chapa adversária a atual administração tem este sentido fraterno, de colaborar com o desejo de tantas pessoas atuarem para procurar melhorar o excelente trabalho que até o momento foi realizado pela atual Diretoria.  

            Para quem está de fora da sintonia cristã, acostumados com a compra de votos através da promessa de benefícios, pode achar estranho e contraditório este comportamento. Mas quem está sintonizado com a vontade de Deus, ver muita coerência.

Essas pessoas estão acostumadas a lançar as sementes do Evangelho no coração de quem ouve e torcendo para que encontre um coração corretamente adubado pelo Espírito Santo; não esperam que essas sementes sejam desperdiçadas nas margens do Caminho, onde esses “ouvintes” nem vejam essas sementes caindo, preocupadas que estão nos conchavos, da conquista de votos para os seus candidatos mais “poderosos”; nem que caiam em corações cheios de espinhos, de críticas, de raivas, onde a semente procura brotar, mas não consegue; ou em corações endurecidos, onde a semente tenta germinar, mas suas raízes não conseguem se aprofundar e morrem ao calor do sol.

Neste dia de eleição, que seja uma festa fraterna, onde os eleitores são convidados para votar por ambas as chapas e que todos os concorrentes tenham acesso ao telefone e endereços dos eleitores que estão listados aptos para votar.

Que consigamos amar ao irmão que pensa diferente, mas que está disposto a dar seu tempo, seu suor e até o seu sangue, no Caminho da Verdade que o Mestre nos ensinou, a nos aproximar de Deus.

Vamos escrever as falhas e erros de nossos irmãos na areia, para que o vento apague com o tempo; vamos escrever na pedra as virtudes e acertos dos nossos irmãos para que a qualquer tempo sejam lembrados.

Ave Cristo!

Publicado por Sióstio de Lapa
em 07/06/2026 às 00h01
 
06/06/2026 00h01
PARÁBOLAS DE JESUS NOS DIAS ATUAIS – 5. SERVO IMPIEDOSO

 



O Monitor do Mestre



Com a parábola do Servo Impiedoso, o Mestre queria dar continuidade aos seus ensinamentos. Ele queria que seus seguidores entendessem não apenas como o Reino cresce, mas também como devem viver aqueles que fazem parte dele.



Certo dia, Pedro veio até Jesus com uma pergunta que muitos provavelmente também tinham em mente. Ele perguntou: Senhor, quantas vezes devo perdoar meu irmão quando ele pecar contra mim, até sete vezes?



Pedro provavelmente achava que estava sendo generoso. Alguns mestres judeus ensinavam que o perdão podia ser dado até três vezes. Pedro havia dobrado esse número e ainda somado mais um. Certamente Jesus se agradaria da sua proposta, mas Jesus deu uma resposta inesperada. Ele disse, não 7 vezes, mas 70 × 7.



Isso dá 490 vezes, mas Jesus não estava dando a Pedro um número para marcar numa lista. Ele queria dizer que no Reino de Deus o perdão não tem limite, não é algo que se mede ou se conta.



Para deixar essa lição clara, Jesus contou uma história, que seus ouvintes jamais esqueceriam. Ele disse que o Reino dos Céus é como um rei que decidiu acertar as contas com seus servos.



Ao começar, trouxeram-lhe um servo que devia uma quantia enorme 10.000 talentos. Como ele não podia pagar, o rei ordenou que ele, sua esposa, filhos e todos os seus bens fossem vendidos para cobrir a dívida. O homem caiu de joelhos e implorou-lhe, tenha paciência comigo, eu pagarei tudo.



Movido por compaixão, o rei cancelou toda a dívida e o libertou, mas ao sair aquele servo encontrou outro que lhe devia bem menos, apenas 100 denários. Ele o agarrou e começou a sufocá-lo, gritando, pague o que me deve o segundo servo caiu ao chão e suplicou: tenha paciência, eu pagarei. Mas o primeiro servo se recusou, em vez disso mandou prender o homem até que pagasse a dívida.



Quando os outros viram aquilo ficaram profundamente perturbados e contaram tudo ao rei. O rei mandou chamar o homem de volta e disse: servo mau, eu perdoei toda a sua dívida, porque você me implorou. Você não deveria ter tido misericórdia do seu companheiro como eu tive de você?! Irado, o rei o entregou para ser castigado até que pagasse toda a dívida.



Jesus terminou com este aviso: é assim que meu pai celestial fará com vocês se não perdoarem de coração o seu irmão.



A multidão sentiu imediatamente o peso daquela história, pois 10.000 talentos era um número inimaginável, equivalente a cerca de 150.000 anos de salário. Para um trabalhador comum era uma dívida impagável. Imagine dever bilhões de reais hoje, em contraste, 100 denários era uma quantia mais acessível, cerca de 3 meses de salário. Ainda significativo, mas nada comparado a dívida do primeiro homem, o primeiro servo que havia sido perdoado de uma quantia absurda, uma dívida de uma vida inteira apagada num instante, mas quando teve a chance de mostrar um pouco da mesma graça para outro, recusou.



A reação do rei ensina uma lição fundamental. Quem recebe misericórdia, deve oferecer misericórdia; quem é perdoado, precisa estar disposto a perdoar. Isso não significa que ganhamos o perdão de Deus ao perdoar os outros, mas sim, que se realmente entendemos o quanto fomos perdoados, não conseguimos deixar de perdoar também.



Jesus foi claro, receber a graça de Deus e compartilhá-la andam juntos, não dá para abraçar uma, ignorar a outra. Como disse, todos acham que o perdão é uma ideia maravilhosa, até que tenham algo a perdoar.



A história termina com um lembrete forte: o servo que não foi capaz de ser também piedoso com o próximo, foi entregue a punição. Jesus deixou bem claro, quem se recusa a perdoar, não deve esperar ser perdoado por Deus. Não porque Deus guarda rancor, mas, porque alguém que se recusa a perdoar, mostra que nunca entendeu de verdade a profundidade da misericórdia divina agora.



Vejo muito isso sendo realizado no trabalho que fazemos na Associação Cristã de Moradores e Amigos da Praia do Meio (AMA-PM). Quantas pessoas que chegam procurando ser beneficiadas, com uma sexta básica, um peixe, um emprego, e depois voltam para suas vidas sem procurar fazer ao próximo aquilo que acabou de o beneficiar.



Temos que agir como o Pai agiria em nosso, lugar essa pessoa que foi beneficiada e que volta para o recanto do seu lar, da próxima vez não será beneficiada, o seu benefício passará para outra pessoa, que talvez cumpra com outro necessitado o benefício que recebeu.


Publicado por Sióstio de Lapa
em 06/06/2026 às 00h01
 
05/06/2026 00h01
SONETO: PORQUE SOU TRISTE

PORQUE SOU TRISTE



 



Porque sou triste, me apresento em segredo



Mas em segredo o Pai desnuda a minha alma



E percebe logo a razão deste meu trauma



Que enegrece meu colorido com o medo



 



Por que sou triste, minh’alma, por que choro?



Por que tenho no meu peito tanta mágoa?



Se ventos frios enrijecem a minha alma?



Se é na gruta do desterro onde eu moro?



 



Talvez eu seja do Destino um bambolê



Que fica girando consigo as minhas dores



Até cair, por terra, os meus amores



 



Ah! Quanto eu queria ser capaz de ainda crê



Que nesta noite em minha alma, tão escura



Alguém trouxesse elixir, limpasse a amargura


Publicado por Sióstio de Lapa
em 05/06/2026 às 00h01
 
04/06/2026 00h01
SONETO: QUE REMÉDIO?

QUE REMÉDIO?



 



A quem amo, porque Deus assim mandou



Veio consigo um coração de tom sofrido



Que sente na vida por todos ser vencido



E pela porta do destino, desespero entrou



 



Assim atônito com meu pouco saber



Como posso tal dor fazer murchar?



Como posso tantas lágrimas represar?



E de apagar de sua sorte tal sofrer?



 



Quando ela chega com seus olhos enxarcados



E diz “adeus!”, para longe quer fugir



Dessas ondas de tristeza que tanto lhe persegue



 



Mas que remédio existe para dores ressecadas?



Qual é a tinta necessária para a vida colorir?



Qual o remédio eficiente para este mal, o negue?


Publicado por Sióstio de Lapa
em 04/06/2026 às 00h01
 
03/06/2026 00h01
SONETO: ALMA SOMBRIA

ALMA SOMBRIA



 



Tenho medo da luz, da claridade



Herança dos meus pais, tão enganados



Por vil serpente, em galhos, enlaçada



Com voz sutil, não perceberam a maldade



 



Hoje sinto minha alma perseguida



Por vil carrasco, me encho de pavor



Eu sinto as chamas do inferno, que calor



Esqueço ser, do Pai alma querida



 



Perdi o gosto de viver à luz do sol



De amar como aprendi, jamais amei



E dos lábios que sonhei, jamais beijei



 



Sou o retrato do pecado original



Sou um vilão, por nada condenado



Virei poeta para em rima ser amado!


Publicado por Sióstio de Lapa
em 03/06/2026 às 00h01
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